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Cães de grande porte são os mais suscetíveis à dirofilariose

Enfermidade pode ser classificada em subclínica, moderada e grave

A dirofilariose é uma antropozoonose emergente de cães (hospedeiro definitivo), de caráter crônico, causada por nematódeos do gênero Dirofilaria, onde é a espécie D. immitis é a mais amplamente conhecida. A transmissão vetorial ocorre pelos hospedeiros intermediários, os quais correspondem aos mosquitos dos gêneros Aedes, Culex e Anopheles. A enfermidade é, também, conhecida como cardiopatia parasitária e com ampla distribuição geográfica, particularmente em regiões tropicais e subtropicais. 

O ciclo biológico da D. immitis possui uma duração relativamente longa, variando entre os seis e os nove meses. Nos cães, os nematódeos adultos, no ventrículo direito, liberam as larvas em estágio 1 na circulação periférica. As fêmeas dos vetores, ao realizarem o repasto sanguíneo no canino em microfilaremia ingerem essas larvas e as mesmas passam por duas mudas no trato digestório do próprio mosquito. Há formação da larva em estágio 3, denominada de infectante, a qual é depositada na pele de outro canídeo pelo hábito de hematofagia do vetor. 

Ocorre à passagem para o quarto estágio larval, o qual evolui para a última muda (parasito juvenil), que atinge a fase adulta em alguns meses. Esse último alcança o sistema cardiovascular pelas artérias pulmonares dos lobos caudais. Sucede-se então a maturação final para nematódeos adultos e a cópula, com a produção das microfilárias e assim completando o ciclo biológico da D. immitis. A hérnia perineal (constituída usualmente por anel, saco e o conteúdo), resulta do enfraquecimento e separação dos músculos e fáscias que formam o diafragma pélvico, promovendo deslocamento caudal de órgãos abdominais ou pélvicos no períneo. 

Em geral, ocorre entre os músculos esfíncter externo do ânus e elevador do ânus e, ocasionalmente, entre os músculos elevador do ânus e coccígeo. Relatam-se lesões ectópicas, decorrentes da migração do nematódeo imaturo da D. immitis em diversos órgãos não relacionados ao sistema cardiovascular e respiratório. Todavia é desconhecida a translocação errônea do parasito para estruturas herniárias e sendo assim, objetivou-se descrever tal situação em um exemplar da espécie canina.  

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Confira a bibliografia utilizada pelos autores.

GREENE, C. E. Doenças infecciosas em cães e gatos. 4.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015. p. 1387. 

JERICÓ, M. M.; KOGIKA, M. M.; ANDRADE NETO, J. P. Tratado de medicina interna veterinária de cães e gatos. Rio de Janeiro: Roca, 2015. p. 2394. 

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Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD.

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