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Cães podem ajudar internados em UTI’s a se tornarem ativos

Terapia intensiva com animais é defendida por universidade nos EUA

Introduzir cães adestrados com fins terapêuticos nas unidades de tratamento intensivo (UTI’s) dos hospitais pode aliviar o dano físico e emocional dos pacientes de uma maneira substancial e segura, segundo especialistas médicos da Universidade Johns Hopkins (Estados Unidos). 

Em artigo publicado na revista "Critical Care", os especialistas defendem a conveniência do uso desses animais para ajudar pacientes cujo estado não tem gravidade, à luz dos resultados de um programa piloto, desenvolvido em 2017, na UTI do hospital da universidade. Também recomendam a outros hospitais testarem estas "intervenções não farmacológicas". O professor de Medicina e de Reabilitação e Medicina Física na Faculdade de Medicina da universidade, Dale Needham, ressalta que um animal de estimação pode ajudar pessoas internadas na UTI a se tornarem ativas e a se comprometerem com o objetivo de conseguir sua própria recuperação o mais rápido possível. 

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Pacientes entre 20 e 80 anos receberam visitas de
cães para observação (Foto: reprodução)

O especialista considera que para os pacientes da UTI seria preciso dar-lhes menos remédios e confiar mais nas intervenções não farmacológicas, como a musicoterapia, o tratamento de relaxamento e o tratamento com animais. “Os respiradores, os tubos, cateteres e outros dispositivos tecnológicos que costumam ser colocados nos internados na UTI os ‘desumanizam’ e ‘desmoralizam’ e a isso se acrescenta o fato de que costumam estar sedados e prostrados na cama, o que lhes pode causar fraqueza muscular, confusão mental, depressão, ansiedade e estresse pós-traumático”, afirma. 

Os estudos mostram que até 80% dos pacientes de UTI sofre de delírios, confusão e, às vezes, alucinações enquanto estão internados e igualmente cada vez há mais evidências de que esses problemas se reduzem em pacientes mais ativos e menos medicados. 

Por isso, depois de conhecer os resultados positivos conseguidos com a terapia canina na unidade de reabilitação do hospital, se decidiu adaptar o protocolo para testá-la na UTI. Os dez pacientes da UTI que receberam visitas destes cães, em 2017, tinham idades entre 20 e 80 anos e diagnósticos variados. 

Cada um destes pacientes recebeu pelo menos uma visita de 20 a 30 minutos durante a sua permanência na unidade e em alguns casos essa visita incluiu a presença de um terapeuta físico ou ocupacional. "Os dados mostram a partir de uma perspectiva psicológica que os cães podem ajudar os pacientes, por exemplo, dando-lhes um motivo para ser mais ativos", diz a professora adjunta de reabilitação e medicina física, Megan Hosey. Às vezes, basta o cão se sentar perto da cama, porque constitui uma presença carinhosa que acalma, oferecendo melhora no ânimo e alívio da dor, segundo a professora.

Fonte: G1, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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