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Cães podem sofrer de Síndrome de Ansiedade da Separação

Ficar sozinho, entre outros fatores, pode desencadear o problema no pet

A rotina de tutores de cães e gatos faz com que sobre pouco tempo livre para os animais e eles são os primeiros a sentir isso. É fundamental, antes de escolher um pet, levar em consideração o tempo que gastará para garantir a felicidade dele. 

Algumas raças são mais independentes do que outras. Elas tendem a se adaptarem melhor às horas de solidão, o que pode ser uma boa escolha para aqueles que não param em casa. Isso não significa que não sintam a ausência do dono. Nem mesmo as espécies mais desprendidas da presença do proprietário estão imunes à Síndrome de Ansiedade da Separação (SAS). “Essa Síndrome é caracterizada pelo conjunto de sinais clínicos demonstrados pelos cães quando deixados sozinhos ou afastados da pessoa que têm como referência. Dentre esses sinais, podem ser citados: uivos, choro ou latidos em excesso, comportamento destrutivo (como roer, rasgar objetos e roupas, por vezes da pessoa de referência), micção e defecação em locais inapropriados”, explica a professora do curso de Medicina Veterinária da Universidade de Guarulhos (UNG, Guarulhos/SP), Angélica Silva. 

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Cães que vivem exclusivamente dentro de casa podem
ser mais propensos ao problema (Foto: reprodução)

Os motivos que despertam a SAS no animal são diversos, passando pela morte de outro animal da casa, mudança de residência, insegurança ao estar só ou até mesmo por apego excessivo ao dono. Filhotes, em geral, costumam ser excessivamente dependentes e afetuosos por serem gregários – animais que vivem em bandos. Essa característica torna a família o grupo do cão e alterações como a ausência do dono podem desencadear a SAS. 

O problema deve ser tratado de acordo com a origem do trauma, acredita Angélica. Em casos de medo, é recomendado focar na superação do trauma com o manejo do ambiente. “A dica é retirar possíveis fatores que provoquem essa fobia e mostrar que a situação não é temerosa. Se a SAS é decorrente da morte de um animal próximo, o recomendado é que consiga outra companhia para o pet”, orienta. 

Angélica ainda conta que, para aqueles que sofrem de hiperapego, o tutor deve reduzir a dependência afetiva, reforçando os comportamentos de calma e obediência, mostrando os limites por meio de afagos. A professora sugere condicioná-lo a ficar em um local confortável com brinquedos ou uma peça de roupa do dono em alguns períodos do dia, quando o tutor estiver presente. Após algumas repetições desse processo, deve-se colocá-lo neste mesmo local um pouco antes de sair. E quando voltar, se ele estiver tranquilo, soltá-lo e brincar com o bichano. “A conscientização do proprietário é fundamental de que atenção em excesso pode ser prejudicial”, frisa. 

Apesar das dicas, ela reforça a necessidade da visita ao médico-veterinário, caso haja mudança de comportamento, pois somente o profissional conseguirá diagnosticar com propriedade o caso e instruir conforme as necessidades específicas de animal.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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