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Estudo comprova que cães ajudam idosos a se manterem ativos

Adultos a partir de 65 anos andam mais quando têm um cão

De acordo com um estudo publicado recentemente, a presença de um cão aumenta a probabilidade dos idosos alcançarem os níveis de atividade física recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Sabe-se que a atividade física reduz o risco de doenças cardíacas, derrames, vários tipos de câncer e depressão. 

A pesquisa acrescenta evidências que demonstram que ter um cão pode ajudar a manter a saúde durante o envelhecimento. “Sabemos que, ao envelhecer, a tendência é diminuir o ritmo”, afirma o professor e líder do projeto, Daniel Mills. “Permanecendo ativos, podemos melhorar nossa saúde e outros aspectos da qualidade de vida. Os fatores que levam a níveis mais altos de atividade física em adultos não estão bem definidos. Estávamos interessados em avaliar se possuir um cão tem o potencial de melhorar a saúde de idosos por meio do aumento de atividade física”, conta. 

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Estudo mostra que tutores de cães andam 20 minutos a
mais por dia em uma caminhada (Foto: reprodução)

O estudo da University of Lincoln e Glasgow Caledonian University, publicado na revista BMC Public Health, foi realizado em colaboração com o Centro de Nutrição Animal Waltham, parte da Mars Petcare, e financiado por meio de um prêmio do Isaz/Waltham. Os pesquisadores usaram, pela primeira vez, um tipo específico de monitor de atividades para a coleta de dados dos participantes do estudo que possuíam e dos que não possuíam cães. “Constatou-se que os tutores de cães andavam 20 minutos a mais por dia em uma caminhada a passo moderado”, revela a pesquisadora chefe, Dr. Philippa Dall. Segundo ela, para manter uma boa saúde, a OMS recomenda no mínimo 150 minutos de atividade física de moderada a intensa por semana. “Em uma semana, os 20 minutos adicionais de caminhada diária podem, por si só, ser suficientes para satisfazer essa orientação. Nossas conclusões indicam uma melhoria significativa na atividade física obtida por conta da caminhada com um cão”, pontua. 

O estudo indica que ter um cão pode desempenhar um papel importante na caminhada de idosos, segundo a pesquisadora de Waltham e coautora da pesquisa, Nancy Gee. “Descobrimos que o método de monitorar a atividade funcionou muito bem e recomendamos que futuras pesquisas neste campo também incluam variáveis como ter um cão e caminhar com o animal. Mesmo se ter um cão não for o foco, isso pode representar um fator importante que não deve ser ignorado”, destaca. 

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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