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Exames de imagem oferecem precisão em diagnósticos de pets

Profissionais podem, assim, traçar um plano terapêutico adequado aos pets

Cláudia Guimarães, da redação

claudia@ciasullieditores.com.br

Bom seria se as únicas experiências de cães e gatos fossem brincar, se alimentar e receber cuidados e carinho de seus proprietários. Porém, essa não é a realidade, já que os pets também podem, em algum momento da vida, apresentar sinais de que algo está errado e merece atenção.

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Endoscopia é o principal exame pedidos em
suspeitas de doenças gastrointestinais
(Foto: reprodução)

Assim como acometem humanos, doenças nos brônquios, estômago, esôfago, laringe, entre outros órgãos também são recorrentes, principalmente, nos cães. Diarreia, anorexia, vômito, complicações respiratórias ou inúmeras doenças estomacais pode ser um indicativo de enfermidade e, então, o tutor deve encaminhar o pet ao veterinário a fim de descobrir do que se trata e submetê-lo a um tratamento, impedindo que a situação se agrave.

Entre os principais exames pedidos pelo veterinário, quando o paciente apresenta sintomas de enfermidades gastrointestinais, está a endoscopia, como revela o especialista em Medicina Interna, no VCA Arboretum View Animal Hospital (EUA), João Felipe de Brito Galvão. “O profissional avalia se há algum problema no esôfago, intestino ou duodeno do animal”, explica.

Os principais objetivos do exame, segundo ele, são: detectar ou remover corpos estranhos, diagnosticar causas dos vômitos e diarreias, procurar por sinais de hemorragia, remover lesões benignas, entre outros. “Muitos objetos ingeridos pelos cães podem ser extraídos por meio da endoscopia, sendo dispensável qualquer realização de cirurgia”, informa.

Cuidando dos animais. Também existem os casos em que os pets apresentam dificuldade respiratória, o que pode causar secreção ou sangramento nasal, espirros e, inclusive, deformação facial. “Nessas situações, o mais indicado é realizar um exame de rinoscopia”, conta Galvão.

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Galvão declara que a maior parte dos erros
cometidos na clínica está associada ao histórico do
paciente e ao exame físico (Foto: C&G VF)

Este exame serve para avaliar, de forma nítida, problemas dentro da cavidade nasal do cão, o que é difícil de se obter por meio de avaliações médicas convencionais. “A rinoscopia permite detectar problemas como rinite crônica e/ou alérgica, tumores, objetos presos, micose ou outras doenças”, enumera e atesta que o exame não é doloroso, mas para maior comodidade, uma anestesia geral é aplicada no animal, que precisa estar em 12 horas de jejum. Caso a enfermidade respiratória não tenha sido identificada com a rinoscopia, o veterinário deve submeter o animal a exames como ultrassom ou radiografia. “A broncoscopia serve para avaliar de forma mais minuciosa os brônquios do cão e identificar possíveis problemas”, expõe.

Quando o animal está com algum problema no trato urinário, o exame aplicado chama-se cistoscopia. Galvão conta que essa técnica vem ganhando espaço na Medicina Veterinária e considera promissora. “Essa ferramenta avalia o trato urinário inferior (bexiga e uretra), onde pode identificar diversas afecções que, ocasionalmente, não são visualizadas em outros exames de diagnóstico por imagem”, explana. A iniciativa não exclui exames radiográficos contrastados ou ultrassonográficos, mas complementa as informações obtidas com estas outras análises de imagem. “Ele ainda possibilita a biópsia das lesões encontradas”, completa.

Cuidando dos tutores. Galvão declara que a maior parte dos erros cometidos na clínica está associada ao histórico do paciente e ao exame físico. “E quando não sabemos qual o diagnóstico, pode ser que estejamos tratando a doença certa ou a errada. Se, ao menos, você sabe o que o animal apresenta e vê que o tratamento não está funcionando, já pode passar para as próximas opções, mas todas dentro do diagnóstico, o que aumenta a probabilidade de cura”, diz.

Essa falta de conhecimento sobre a enfermidade, que se apresenta, às vezes, como um ponto de interrogação aos profissionais, também afeta a confiança do tutor em relação ao tratamento. “Não saber do que se trata, muitas vezes, significa perder a oportunidade certa de alcançar sucesso na terapia de uma forma mais rápida e eficaz”, garante. Mas, depois de identificado o problema, Galvão narra que oferece as opções de tratamentos aos proprietários e deixa nas mãos deles para decidir o que é mais adequado para a família. “Muitos deles perguntam o que eu faria se fosse com um pet meu. Essa é uma pergunta difícil. Tento frisar que é importante passar por todas as tentativas para não restar dúvidas de que tal possibilidade seria ou não válida”, sinaliza. O profissional, ainda, faz questão de uma conversa clara com o tutor seja por um avanço no tratamento ou para demonstrar suas preocupações com a inexistência de melhora diante de uma terapia.

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