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Fotógrafa se especializa e foca suas lentes nas variadas raças felinas

Silvia Pratta se formou veterinária e partiu para a arte de fotografar pets

Cláudia Guimarães, da redação

claudia@ciasullieditores.com.br

Memórias, recordações, ilustração para um porta-retratos ou para preencher um álbum. Além disso, a fotografia pode ser apontada como uma das poucas coisas que possui poder sobre o tempo, pois o paralisa por toda uma eternidade. E como não paralisar os olhares diante de uma foto de um filhote de cão ou gato?

Esse é o principal foco da médica-veterinária por formação e fotógrafa, Silvia Pratta, que aponta as lentes de suas câmeras para pets. “Nunca cliniquei, mas sempre tive o sonho de trabalhar com animais de estimação. Fiz um curso básico de fotos, porque sempre gostei e pensei que seria uma boa alternativa partir para essa área”, declara e lembra o que te motivou a trabalhar mais com felinos: “Foi um evento que participei voltado para a espécie e aí descobri raças novas, que eu nem imaginava que existiam. Me apaixonei”, compartilha.

silviapratta
“Não dá para fazer um ensaio com pressa, temos
que realizar um trabalho bem tranquilo", garante
a profissional (Foto: C&G VF)

Ela conta que 99% de sua atuação é com os gatos, mas também fotografa cães, cavalos e animais exóticos. Os pets são de eventos patrocinados por algumas empresas que a chamam para registrar todos os momentos e poses dos bichanos, além de seus clientes particulares. Mas nem tudo são flores, já que Silvia afirma que o gato é mais sistemático do que o cão, por exemplo, durante os flashs “Na primeira vez em que você chama o cachorro, ele já te olha, o gato não. Ele tem que estar relaxado e eu mais que ele, porque estamos falando de um animal muito sensitivo. Qualquer estresse ou sentimento negativo vindo de mim pode interferir na qualidade do trabalho”, destaca.

Trajetória. A fotógrafa, que se especializou em fotografia de gatos nos Estados Unidos, diz que é impossível mensurar quantas fotos já fez desses felinos e, segundo ela, grandes fotógrafos acreditam que só é possível aprender a fotografar depois dos 10 mil retratos. “Desse número eu sei que já passei, pois minha segunda câmera já está apontando mais de 20 mil”, cita.

Silvia demonstra cuidado tanto com os pets quanto com a organização do estúdio, que é adaptado para gatos, com mesa na altura correta e flashs especiais. “Os tutores ficam junto por questão de segurança, apesar de ser uma sala fechada. Para fazer as poses, conto com o auxílio de uma assistente e, por sermos bem sincronizadas em relação a técnicas para capturar boas imagens em frações de segundos, a execução do trabalho acaba sendo facilitada”, menciona.

O fator chave em seu dia a dia é ter muita paciência, de acordo com Silvia. “Não dá para fazer um ensaio com pressa, temos que realizar um trabalho bem tranquilo, até para não precisar do auxílio de ferômonios sintéticos, por exemplo. Os gatos de características mais selvagens, como o Bengal, podem apresentar um comportamento agitado, mas procuro acalmá-los na técnica”, assegura.

Em 2017, a profissional conta que foi publicado um livro de cães e gatos chamado “Pet Book”, onde ela teve participação nas páginas de felinos. “Mas, a ideia é, futuramente, lançar um livro exclusivo de raças felinas, apenas com fotos minhas, já que tenho um portfólio recheado”, revela Silvia que não faz questão de esconder o orgulho e satisfação pelo trabalho que realiza: “Fotografia é algo viciante. Você faz e quer sempre mais, porque acha que aquela não está legal e isso te força a se aprimorar, de certa forma”, finaliza.

Confira algumas das fotos que compõem o portfólio da fotógrafa:

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