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Medicina Felina é tema de educação continuada durante o Cat Congress

Congressistas se atualizaram e descobriram as novidades do setor no evento

Cláudia Guimarães, da redação

claudia@ciasullieditores.com.br

com colaboração de Catarina Mosquete

A população de gatos no Brasil se multiplica em maior proporção do que a de cães e deve predominar em menos de dez anos. Isso é o que aponta um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, Rio de Janeiro/RJ) em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet, São Paulo/SP).

Já que o número de cães cresce cerca de 4% ao ano e o de gatos cresce o dobro: mais de 8% no mesmo período, nada mais justo que a área de Medicina Felina ser ampliada e merecer mais atenção perante a sociedade. Pensando nisso, a plataforma de Ensino Virtual Tree Vet realizou o Cat Congress SP 2018, entre os dias 1º e 03 de junho, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo (SP). 

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Profissionais ministraram palestras sobre diversas
temáticas do universo felino (Foto: C&G VF)

Profissionais ministraram palestras sobre como interações medicamentosas, hipercalcemia idiopática, dietas para nefropatas, diarreia crônica em gatos, entre outros temas. A profissional Daniela Ramos abordou o tema "Como tornar o ambiente hospitalar menos estressante para o gato". Ela explicou que o gato demonstra as emoções com face e com o corpo e cabe ao médico-veterinário saber avaliar qual a melhor forma que o pet deve ser examinado. "É fundamental que não encare o felino frente a frente, pois, para ele, isso é muito intimidador. Se ele estiver demonstrando comportamento agressivo, utilize técnicas de contenção. Se não funcionar, peça para o tutor voltar depois com o gato medicado", orientou. Daniela ainda discorreu que não se deve enfrentar o animal e que o veterinário amigo do gato é aquele que faz o exame de acordo com aquele indivíduo. "Tem gato que deve ser examinado no colo do dono, tem gato que corre para a pia, examine-o lá", finalizou.

O professor Marcio Brunetto também subiu ao palco para ministrar a palestra "Dicas importantes para uma adequada prescrição de alimento para o tratamento coadjuvante das principais afecções que acometem os gatos". Brunetto declarou que a nutrição, o ambiente em que o animal vive, seu porte e o aspecto genético têm relação com o envelhecimento do gato. Os pets com mais de 12 anos têm redução da capacidade digestiva, segundo ele, e há uma taxa alta de animais obesos nessa faixa etária, porque quando não é recomendada a quantidade correta de alimento, todo o excesso é acumulado em gordura corporal. "Fazer uma recomendação de alimento adequado pode melhorar a qualidade de vida do paciente obeso ou desnutrido", explicou.

"Diagnóstico diferencial das rinites crônicas em gatos" foi o assunto explanado pelo professor Carlos Alberto Geraldo Junior, que afirmou que espirros, secreção nasal, deformidade facial, respiração ruidosa e dispneia são característica da rinite em gatos. Geraldo Júnior ainda destacou que, quando os gatos podem ter rinotraqueíte e calicivirose, que são doenças agudas, a duração do período sintomático da rinotraqueíte é de 2 ou 3 semanas. “A fase sintomática do calicivirus dura em torno de 30 dias. Porém, uma falha imunológica pode fazer com que a infecção se torne persistente, crônica", disse.

Novidades no mercado. Congressistas aproveitam os intervalos das palestras durante os três dias de evento para conferir o que há de novo no setor pet, principalmente, para a área de Medicina Felina. Confira as novidades apresentadas durante o evento pelas empresas parceiras do Cat Congress e da C&G VF:

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