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Adaptar dieta auxilia no tratamento de doença renal crônica em pets

As modificações na dieta são benéficas na minimização das manifestações extrarrenais

Adequar a nutrição às necessidades especiais de problemas específicos é essencial para manter a qualidade de vida dos animais de companhia, como no caso de cães e gatos acometidos pela doença renal crônica.

O problema, que pode ser caracterizado pela presença de lesões renais irreversíveis com perda estrutural e diminuição da taxa de filtração glomerular, só aparenta sinais clínicos quando há acometimento em, pelo menos, 75 e 65% dos néfrons em cães e gatos, respectivamente. Tal afecção é, frequentemente, diagnosticada em pequenos animais, sendo considerada a doença mais comum na espécie felina e apresenta maior incidência em animais senis.

E como explica a editoria Pet Food da edição de junho da revista C&V VF, os principais sinais clínicos de um paciente com DRC são: perda de peso, hiporexia ou anorexia, poliúria, polidipsia, êmese, desidratação, anemia não regenerativa, ulceração oral e hálito urêmico.

A abordagem clínica da DRC varia de acordo com a evolução da doença, e tem como principal objetivo reduzir sua progressão e os sinais clínicos do paciente. Segundo a International Renal Interest Society (IRIS), a doença pode ser classificada em quatro graus de evolução que variam de acordo com as concentrações séricas de creatinina e SDMA (Symmetric dimethylarginine), e subestadiada considerando a proteinúria e a pressão arterial4 (Figura 1). Vale lembrar que estes exames devem ser realizados, preferencialmente, em dois ou três momentos diferentes, em um paciente hidratado, estável e em jejum. É preciso também considerar a condição corporal do paciente, especialmente a massa muscular, para evitar erro na classificação.

Com tudo, o correto manejo nutricional de pacientes doentes renais é extremamente importante, uma vez que, ao não conseguirem realizar corretamente as funções de filtração e excreção, acumulam determinados metabólitos provenientes da alimentação. Sendo assim, uma nutrição adequada favorece o estado metabólico, otimiza a resposta ao tratamento e auxilia na manutenção da massa magra, aumentando a sobrevida do pet.

As modificações na dieta são benéficas na minimização das manifestações extrarrenais de uremia e taxa de mortalidade em animais com insuficiência renal crônica espontânea leve e moderada.

Quer saber quando e como adaptar a dieta? Leia a reportagem completa, na edição de junho da C&G VF. Clique aqui.

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD

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