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Agentes executam, com tiros de fuzil, animais na lama de Brumadinho (MG)

Testemunhas observaram helicóptero de onde saíram os disparos

Os helicópteros que cortavam o céu de Brumadinho (MG) na tarde do dia 28 de janeiro não estavam ocupados apenas em apoiar a retirada de corpos dos escombros e da lama ou encontrar sobreviventes em meio à destruição. Ao menos uma das aeronaves tinha a missão de executar, com tiros, animais ilhados, presos na lama ou feridos. 

Eram 14h37, quando um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF) fazia voos rasantes em uma área devastada do Córrego do Feijão, em uma região isolada e mais próxima da barragem de rejeitos. Um agente armado com fuzil mirava, de dentro do helicóptero, locais onde enxergava animais na lama. E disparava. 

Do meio da mata, o "Estado" acompanhou a movimentação da aeronave. Foram mais de 20 disparos, até o que o helicóptero partiu. O sacrifício dos animais ocorreu em uma área próximo a um local onde mais de 20 brigadistas tentavam abrir um ônibus coberto pela lama, com vítimas dentro. Há muitos animais ilhados ao longo de todo o trecho da cidade que foi varrido pelo barro. Outros estão com parte do corpo presos na lama. 

Sacrifício. A decisão de executar os animais foi confirmada ao Estado pelo chefe da Defesa Civil de Minas, coronel Evandro Geraldo Borges: "O que vamos fazer? Deixar o animal sofrendo? Estamos sim, com equipe em campo executando esse trabalho, mas essa decisão só é tomada nos casos em que não há outra opção", declarou. 

Outra parte da equipe, disse o coronel, está empenhada em socorrer animais em condições de serem retirados da lama. Mas, em muitas situações, declarou, só resta o tiro de misericórdia. "Não tem jeito. Tem animal preso, outro com perna quebrada. Temos de fazer escolhas, de retirar as pessoas, ir atrás de sobreviventes. Tudo que está sendo feito foi pensado”, finalizou. 

Fonte: Terra, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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