Assine

Animais ajudam crianças com espectro do autismo e outras deficiências

Relação com pets pode melhorar alguns dos principais sintomas da doença

Abril se tornou um período importante para portadores de autismo: o ‘Mês Mundial da Conscientização sobre o Autismo’ busca sensibilizar a população sobre esse transtorno neurológico e suas consequências para familiares e amigos. Entender esse universo tão particular é alvo de estudos constantes e, em uma das muitas pesquisas sobre o transtorno, detectou-se que a relação com pets pode também auxiliar humanos com necessidades especiais – seja social, mental ou fisicamente. 

Sabendo disso, interações com animais podem ter impactos benéficos sobre as crianças no espectro do autismo e em pessoas com outras deficiências. Esses foram os resultados de uma série de pesquisas e estudos realizados por meio de uma parceria público-privada entre o Instituto Americano Nacional de Saúde (NIH) e o Centro de Nutrição e Bem-Estar Animal Waltham, da Mars Petcare. 

Circunstâncias sociais, bem como avanços na Medicina e na ciência, aumentaram a compreensão e o conhecimento público de distúrbios como Transtornos do Espectro Autista (TEA). A prevalência desses transtornos, combinada com sua capacidade de comprometimento significativo da função e a falta de tratamentos eficazes cientificamente validados, resultou em um papel crescente dos animais de terapia e de assistência no suporte de pessoas com essas condições. 

Para crianças com autismo, foi relatado que as Intervenções Assistidas por Animais (IAA) facilitam as melhorias em áreas críticas como função social, foco e comportamento pró-sociais, além de facilitar as reduções em autoabsorção e comportamentos estereotipados. 

Entre os temas pesquisados por meio desta parceria estão: saúde psicológica em crianças hospitalizadas com câncer (Jessica Chubak, Universidade de Washington); intervenção de atividade física para adolescentes com deficiência de desenvolvimento e seu cão de família (Megan MacDonald, Oregon State University); mecanismo de ação subjacente a intervenções assistidas por animais para indivíduos com depressão, ansiedade e sintomas relacionados ao trauma (Alan Kazdin, Universidade de Yale); a segurança e a eficácia dos cães de serviço como uma intervenção complementar em veteranos com TEPT e seus cônjuges (Maggie O'Haire, Universidade de Purdue); tratamento de jovens que sofreram maus-tratos  (Brian Allen, Pennsylvania State University); transtorno de ansiedade social em adolescentes (Megan Mueller, Tufts University). 

Estas séries de pesquisas são prova de como as Intervenções Assistidas por Animais (IAA) podem melhorar a vida das pessoas com autismo, principalmente alguns dos sintomas mais difíceis da doença. Entre os principais, estão o aumento da interação social e a diminuição da ansiedade, as quais são identificações clássicas do autismo, que aumentam o isolamento do espectro infantil, muitas vezes limitando a comunicação mesmo com aqueles que mais os amam. 

Estratégias para melhorar os resultados relacionados à saúde em crianças ou adultos com deficiências físicas, mentais ou emocionais ou problemas de saúde mental são urgentemente necessárias. Por isso, o interesse no potencial terapêutico dos animais de estimação, especialmente os cães, vem crescendo e sua inclusão em ambientes de saúde é cada vez maior. 

Recentemente, Whiskas estreiou um filme baseado na história de Thula, uma gata Maine Coon que, em 2014, conquistou a confiança de Iris Grace (8 anos), uma menina diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em grau severo, aos 2 anos de idade. 

Ao conhecer Thula, a afinidade foi imediata e, estimulada pela curiosidade da gata, ganhou mais confiança, começou a se comunicar e a participar de diversas atividades, revelando extraordinário talento para a pintura. Confira esta história:

 

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

Seja o primeiro a comentar
Seu comentário foi enviado. Aguarde aprovação.
Erro ao enviar o comentário. Por favor, preencha o captcha e tente novamente.