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Após repercussão de casos, prefeitura explica resgate de animais

De acordo com o órgão de Santa Cruz do Sul, os animais não devem estar soltos em via pública, e sim domiciliados

O empenho para que a quantidade de animais de companhia em situação de rua continue em queda na cidade de Santa Cruz do Sul (RS) é levado muito a sério. De acordo com dados disponibilizados pela prefeitura, 744 protocolos de abandono de animais foram abertos em 2019, 707 animais foram recolhidos e 425 adoções foram realizadas.

No entanto, os casos de duas tutoras de animais de companhia repercutiram nas redes sociais, onde seus respectivos pets haviam sido resgatados pela Prefeitura da cidade, e as mesmas tiveram de pagar taxas para recuperar os cães.

De acordo com o médico-veterinário da Secretaria de Meio Ambiente, Saneamento e Sustentabilidade, Tiago Alberto Haas Marques, os resgates foram realizados conforme a lei municipal, que diz que os animais não devem estar soltos em via pública, e sim domiciliados.

Segundo as normas estabelecidas pela Prefeitura local, mesmo que o cão tenha placa de identificação, coleira ou até mesmo seja microchipado, não exime o tutor da responsabilidade, já que o animal só deveria sair da residência com guia e acompanhado do tutor. O órgão ainda alerta que soltos e sozinhos, os pets estão expostos a atropelamentos e brigas com outros animais.

Para ser realizado um resgate, a Prefeitura precisa receber uma denúncia de que um animal foi encontrado, assim o Canil Municipal cria um protocolo com todos os dados recebidos. Entre esses dados, a condição de saúde do animal é fundamental para classificar o caso como urgência, se necessário. Perante os dois animais recolhidos, como citado acima, foi divulgado pelo portal GAZ, que as denúncias diziam que um dos cães havia caído num córrego e o outro teria sido atropelado, sendo esses, o motivo dos resgates.

Ainda segundo Marques, a estimativa é que dos 32 mil cachorros em Santa Cruz do Sul, cerca de 6 a 7 mil são animais de rua e dos 12 mil gatos no município, por volta de 3 mil estariam na mesma situação. “As pessoas precisam ser honestas quando acionam o serviço, porque precisamos confiar na informação que elas passam”, disse ao portal GAZ.

Após uma avaliação do profissional, se o animal estiver machucado ou com suspeita de ferimentos internos, ele é encaminhado para uma clínica veterinária conveniada da Prefeitura, por meio de licitação pública, onde vai passar por exames. Com isso, e após o resgate, o animal que está na clínica fica sob tutela do Município, não sendo possível o tutor recuperá-lo diretamente.

A entrega do cão ao cuidador somente é possível se o Canil autorizar o pagamento da taxa diretamente para a clínica. Do contrário, o dono deve assinar documentação junto ao Canil Municipal e pagar a taxa de resgate e eventuais custos previstos em lei, como diária, alimentação, microchip e medicações, além de exames e internação.

Fonte: Gazeta do Sul, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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