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Apenas 5% das pulgas adultas ficam nos animais de companhia

O restante se reproduz e permanece no ambiente e em objetos do pet

Quem tem cachorro ou gato em casa com certeza já ouviu falar sobre a importância de manter os pets longe de pulgas e carrapatos. Mesmo aqueles que moram em locais de pouca incidência desses parasitas, como apartamentos, devem tomar alguns cuidados, já que o animal pode adquiri-los em um simples passeio na rua. Além de causar reação alérgica nos pets, pulgas e carrapatos ainda podem trazer danos à saúde do animal e da família. 

O controle dos parasitas costuma ser difícil devido ao seu ciclo de vida. A pulga, por exemplo, tem quatro estágios de desenvolvimento - ovo, larva, pupa e adulta -, sendo que apenas no último ela se instala no animal, o que costuma representar 5% dos parasitas presentes no ambiente. Nos outros estágios, as pulgas permanecem no local ao redor do pet, como casinha, tapetes e móveis da casa, tornando, muitas vezes, ineficazes os tratamentos tópicos de curta duração. 

Segundo a médica-veterinária e gerente de Produtos da Unidade Pet da MSD Saúde Animal, Daniela Baccarin, é que o controle dos parasitas seja feito de forma integrada com o ambiente, já que as pulgas adultas, por exemplo, conseguem botar cerca de 20 a 50 ovos por dia no local. “Por mais limpa que seja a casa ou o espaço em que o cachorro ou gato esteja acostumado a ficar, há grandes chances de haver ovos e larvas de pulgas e carrapatos, mesmo que eles tenham sido exterminados do animal. Isso faz com que em poucos dias o pet volte a sofrer com o problema”, afirma a especialista. Por isso, o tratamento preventivo contínuo é a melhor alternativa. 

Algumas medidas podem ajudar a identificar e eliminar pulgas e carrapatos do pet, conforme aponta a profissional: “É essencial ficar atento caso o pet comece a se coçar com frequência. Orelhas, pescoço, patas e topo da cabeça são os locais preferidos para o alojamento de parasitas. Ao identificar pulgas ou carrapatos, o tutor deve utilizar produtos específicos para eliminação dos ovos e larvas no ambiente. Atenção aos locais onde o pet fica mais presente e ambientes com superfícies quentes, como tapetes e estofados”. 

A veterinária ainda destaca que, caso o proprietário retire manualmente algum carrapato do pet, deve utilizar uma pinça e se certificar de que o retirou por completo. “Deixar pedaços do parasita no pet pode causar infecções na região”, alerta. 

O mais importante, na visão de Daniela, é levar o pet ao veterinário após identificar os parasitas. “Somente o especialista poderá indicar os exames adequados para avaliar se houve danos à saúde do animal. Caso ainda não faça a administração de nenhum produto preventivo contra pulgas e carrapatos, o tutor pode optar por algum de longa duração, que dificulta a proliferação de novos ciclos de pulgas e carrapatos”, recomenda. 

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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