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Artigo aponta outro olhar sobre a domesticação de cães

Segundo material publicado pela Science, ação pode ser mais antiga do que se imaginava

Entender como ocorreu, de fato, a domesticação dos cães é uma pauta de muito interesse dos cientistas e segundo um recente artigo, publicado no periódico Science, a ação pode ser mais antiga do que se imaginava.

De acordo com o material, até pouco tempo, indícios mostravam que os cães poderiam ter sido domesticados há 11.000 anos. Contudo, análises genéticas de fósseis mostram que já existiam diversas raças de cães já no final da última era do gelo. “Portanto, isso pode ser uma evidência de que a domesticação já estava ocorrendo há muito mais tempo”.

Como aponta o artigo, algumas estimativas mostram que o processo de domesticação pode ter começado há mais ou menos 100.000 anos. Entretanto, há um consenso na comunidade científica entre 40.000 e 20.000 anos atrás.

Tal ligação é pontuada como domesticação pelo caminho comensal, que ocorria no seguinte cenário: após a caçada, os seres humanos acabavam não comendo toda a carne e deixavam restos dos arredores do acampamento. Os lobos, então, se alimentavam desses restos e acabavam se acostumando com os Homo sapiens. Após muitas gerações, os caninos que eram mais sociáveis mantinham contato com as comunidades e acabaram vivendo junto a elas.

Referente à possibilidade, proposta pelo artigo, “há duas evidências principais da domesticação de cães ser mais antiga do que é estipulado. A primeira são os funerais. Esses ritos simbolizavam, provavelmente, a importância de um indivíduo para a tribo. Contudo, cães também eram enterrados de forma semelhante aos humanos. Isso pode indicar que os cachorros faziam parte das comunidades humanas”.

“Outra evidência são as análises genéticas. Sequenciamentos do DNA de fósseis de cães ao redor do mundo mostram que esses animais começaram a se diferenciar geneticamente há muito tempo. Muito antes dos estimados 11.000 anos. Além do mais, os cães domesticados apresentam genes que facilitam a digestão do amido. Isso acontece pois quando os humanos começaram a cultivar o trigo, por exemplo, eles começaram também a alimentar os cães com pães e massas”, aponta o conteúdo.

A partir desse cenário, estima-se que os humanos começaram a fazer cruzamentos entre diversas linhagens, fazendo com que surgissem espécies próprias para a caça, pastoreio e proteção.

Confira o artigo original, clicando aqui.

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