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Atendimento ideal para prematuros é essencial para a saúde do pet

Apesar de desafiadores, é importante que o clínico saiba como manejá-los

Realizar um parto na clínica ou, ainda, receber um animal que acabou de nascer pode trazer diversas dúvidas em relação aos procedimentos a serem tomados, principalmente quando o filhote é prematuro. A prematuridade na Medicina Veterinária não está bem definida como está em Medicina, por isso a professora livre-docente do Departamento de Reprodução Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP), Camila Infantosi Vannucchi afirma que estima-se que os filhotes nascidos com menos de 58 dias de gestação são imaturos e, portanto, considerados prematuros. 

Entretanto, há indícios morfológicos na avaliação do filhote que podem ajudar o clínico a identificar a prematuridade, tais como: alopecia na extremidade dos membros e cabeça. Camila recorda que o índice de mortalidade neonatal é de, aproximadamente, 33%, podendo alcançar 100% nos neonatos prematuros, por isso, ela dá algumas dicas de manejo que o médico-veterinário deve realizar diante dessa situação. 

Em relação aos casos em que a mãe morre, ela afirma que, sendo prematuros ou não, é necessário garantir imunidade, termorregulação, controle metabólico e respiratório. “Sobre a suplementação alimentar para neonatos prematuros com ou sem a presença da mãe, deve ser instituída caso a mãe não produza volume de leite suficiente para a ninhada completa (quando numerosa), ou quando não ocorre ganho de peso neonatal diário”, explica. 

Camila Vannucchi informa que o principal problema é o desconhecimento das limitações dos neonatos prematuros, tais como a respiração pulmonar, o controle térmico e metabólico. Outro cuidado que deve-se tomar é em relação à tríade do neonato. “A tríade é uma das principais afecções do período, podendo levar ao óbito rapidamente. Para os neonatos prematuros, deve ser encarada como emergência médica, mantendo-se os cuidados intensivos dos neonatos”, destaca. 

Leia a reportagem completa na edição de dezembro da C&G VF. 

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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