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Avançam os estudos de imunoterapia no tratamento de pets

Vale lembrar que a opção terapêutica não é efetiva para todos os cânceres

Dois pesquisadores foram premiados pelo Nobel da Medicina 2018, por conta de seus estudos sobre a imunoterapia contra o câncer. James P. Allison e Tasuku Honjo trabalharam separadamente e, com suas pesquisas, que começaram a ser desenvolvidas na década de 90, puderam identificar maneiras de estimular o sistema imunológico a ser capaz de atacar células tumorais. E na Medicina Veterinária? São desenvolvidos trabalhos como estes?

Segundo a mestre em genética do câncer, oncóloga veterinária e doutoranda na Unicamp em imunoterapia de tumores em cães, Marcela Custodio Scherr, em 1957, dois pesquisadores, Thomas e Burnet, notaram que determinada maneira de ativar linfócitos, os glóbulos brancos, poderia contribuir para o controle do crescimento de células tumorais, em humanos. Anos mais tarde, perceberam que camundongos imunossuprimidos poderiam desenvolver com mais facilidade determinados tipos de tumores e, desde então, as pesquisas nesse âmbito evoluíram e alcançaram a Medicina Veterinária.

A terapia visa estimular o sistema imune a fim de capacitar o animal para controlar o crescimento do câncer e minimizar a síndrome paraneoplásica (conjunto de sintomas que acontecem quando o animal desenvolve câncer, como febre e cansaço) e o objetivo é que isso aconteça sem efeitos colaterais ou com o mínimo possível, quando comparado à quimioterapia. “Vale ressaltar que nem todos os tumores respondem da mesma forma à imunoterapia. Podemos empregá-la como única opção ou em associação com outras técnicas consagradas na literatura, afim de minimizar efeitos colaterais do tratamento do câncer e melhorar a qualidade de vida do paciente”, acrescenta.

Leia a reportagem completa na edição de novembro da C&G VF. Acesse aqui.

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD.

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