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Brasil tem aumento nos casos de raiva de variante 3 em humanos

Com pouquíssimos casos registrados de cura, prevenção é indispensável

Causada por um vírus do gênero Lyssavirus, da Família Rhabdoviridade, a raiva é uma doença que atinge seres humanos e outros animais no mundo todo. Só em 2018 no Brasil, foram notificados 11 casos em humanos, nove em cães e dois em gatos.

Com a chegada de agosto, período em que os olhares da Medicina Veterinária e humana se voltam para o tema, ainda negligenciado pela população, a necessidade em conscientizar ganha destaque.

Segundo a médica-veterinária, especialista em Saúde Pública e em Administração de Serviços de Saúde, mestre em Epidemiologia Aplicada às Zoonoses, Adriana Maria Lopes Vieira, ao contrário do que algumas pessoas pensam, a raiva ainda é uma grande preocupação e continua causando vítimas anualmente. “No Brasil, vivemos um cenário de diminuição dos casos de raiva em cães e gatos pelas variantes AgV1 e AgV2, no entanto, outras variantes do vírus têm circulado em animais silvestres, colocando em risco, tanto os animais domésticos, quanto os seres humanos, relata.

Transmitido pelo contato direto com a saliva de animais infectados, o vírus que rapidamente se transforma em infecção ocorre por meio de mordidas, arranhões ou até mesmo lambidas.  

O Ministério da Saúde ao analisar o período de 2014 a 2018, confirmou uma linha ascendente de casos. Na primeira data não foi contabilizado, mas já na segunda, chegou a 11 o número de vítimas humanas, todos da raiva de variante 3 (transmissão secundária), sendo dez delas no Pará, por contato com morcegos hematófagos e um em Ubatuba (SP), também por morcegos.

Ainda salientado por Adriana Maria Lopes Vieira, pela quantidade de casos e suas variantes, para solucionar tais problemas os municípios devem implantar ou intensificar as ações de vigilância e controle, estimular a participação dos médicos-veterinários clínicos e proporcionar integração entre as áreas de saúde humana, animal e ambiental (saúde única). 

A raiva é uma doença letal, com pouquíssimos casos registrados de cura, tomar as medidas preventivas são indispensáveis, e mesmo que no Brasil o número de casos mais comuns, em cães e gatos, tenha diminuído, a realidade continua ameaçadora. 

Leia a reportagem completa na íntegra da edição de agosto . Clique aqui

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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