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Cálculos urinários em pets podem ser causados por diferentes fatores

Para serem tratados corretamente, é preciso descobrir a causa inicial

Quando o assunto é “cálculos urinários”, conhecer a composição mineral da pedra é essencial para descobrir pistas para as doenças que precisam ser diagnosticadas no paciente. Segundo o doutor em Medicina Veterinária e diretor do Centro de Urologia de Minnesota (Minnesota Urolith Center – EUA), Jody Lulich, a urolitíase é um termo geral que se refere às causas e efeitos das pedras em qualquer parte do trato urinário. 

O profissional explana que ela não deve ser vista conceitualmente como uma única doença, com uma única causa, mas, sim, como uma sequência de anormalidades subjacentes de interação múltipla. “Assim, a síndrome da urolitíase pode ser definida como a ocorrência de fatores fisiopatológicos familiares, congênitos ou adquiridos que, em combinação, aumentam progressivamente o risco de precipitação de metabólitos excretórios na urina para formar cálculos, os urólitos”, explica. 

Segundo ele, a urolitíase natural é afetada por muitos fatores de risco, uns conhecidos, outros não. Alguns desses incluem raça, gênero, idade, anormalidades anatômicas e funcionais do trato urinário, anormalidades do metabolismo, infecções do trato urinário, dieta, pH urinário e homeostase da água corporal. “Cada fator pode desempenhar um papel limitado ou significativo no desenvolvimento ou na prevenção de diferentes tipos de urólitos. Portanto, o reconhecimento e o controle dos fatores de risco litogênicos devem minimizar a formação e a recorrência e, para alguns tipos de cálculos, promover a dissolução", diz Lulich. 

De acordo com o médico-veterinário, presidente do Colégio Brasileiro de Nefrologia e Urologia Veterinárias (CBNUV) e coordenador do curso de especialização em Nefrologia e Urologia da Anclivepa (SP), Luciano Henrique Giovaninni, os cálculos podem se formar na pelve renal e, por ventura, descer pelo ureter e obstruí-lo. 

A maioria das vezes que os cálculos são formados em pelve renal são de oxalato de cálcio, tanto em cães, quanto em gatos. Ou, então, os cálculos, de qualquer um dos tipos, podem se formar na bexiga e descer pela uretra e obstruí-la. “Em tese, você pode encontrar cálculo em qualquer um dos segmentos do trato urinário, pelve renal, ureter, bexiga ou uretra. Os cálculos de oxalato de cálcio, geralmente, estão relacionados a uma predisposição individual à formação desses cálculos, que não é induzida pela dieta, ela é de nascença”, explica. 

Leia a reportagem de capa da edição de março da C&G na íntegra neste link

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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