Assine

Cada vez mais, estudos são realizados para desvendar o câncer de mama

Doença é uma das principais preocupações dos médicos-veterinários

Todos os anos, durante o mês de outubro, as atenções se voltam para um tema importante tanto na Medicina, quanto na Veterinária: o câncer de mama, durante a campanha Outubro Rosa. Segundo o médico-veterinário oncologista titular do Provet e Endoscopet (ambos em SP), Rodrigo Ubukata, esse movimento tem ocorrido nos últimos anos. “Mais importante que uma campanha de marketing deve ser utilizada para conscientização que este problema é real em animais também e que a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para um controle mais efetivo da doença”, comenta. 

Segundo ele, infelizmente no Brasil, a incidência correta dos tumores de mama não existe devido à carência de estudos multicêntricos. “Sabe-se que o número é alto na maioria dos hospitais veterinários universitários, sendo a espécie canina muito mais acometida que a espécie felina, mas uma das explicações pode ser pela população canina ser maior que a felina”, diz. 

Um dos principais motivos para o número, mesmo desconhecido, ser grande é a não castração precoce das cadelas, como menciona o oncologista: “Desde 1969, quando foi publicado o estudo de Schneider e colaboradores, sabe-se que a castração antes do primeiro cio de cadelas reduz a incidência de tumores de mama em 99,5%. Em gatas, o estudo de Overley e colaboradores, em 2005, demonstrou que se a castração ocorrer antes dos seis meses de idade, a incidência de carcinomas diminui em 91%”. 

Ubukata recorda, ainda, que o câncer de mama em animais é uma das principais preocupações dos médicos-veterinários. “Por esta razão, uma iniciativa pioneira do Prof. Dr. Geovanni Cassali, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, Belo Horizonte/MG), foram criadas reuniões de Consenso em Patologia Mamária que agregam diversos pesquisadores de várias instituições de ensino e pesquisa do Brasil das mais diversas áreas (patologia, clínica e cirurgia). O objetivo era discutir os avanços dos estudos neste tema e, com isso, criar diretrizes para abordagem desta neoplasia na espécie canina e felina. Dois consensos já foram publicados na espécie canina e um na espécie felina. A formação de um grupo multi-institucional de pesquisa é algo sem precedentes na Medicina Veterinária brasileira”, atesta. 

Leia a reportagem completa, na editoria Especialidade, da edição de outubro da C&G VF. 

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

Seja o primeiro a comentar
Seu comentário foi enviado. Aguarde aprovação.
Erro ao enviar o comentário. Por favor, preencha o captcha e tente novamente.