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Cães têm o instinto de ajudar quando tutores demonstram tristeza

Comprovação veio por meio de estudo realizado em universidade norte-americana

A relação entre cães e tutores é, de longe, vista como de grande afinidade. Essa empatia que faz com que as pessoas considerem os pets como membros da família é reciproca. Ao menos é isso que revela um estudo realizado por uma universidade norte-americana.

Intitulado como "Timmy está no Poço: Empatia e Ajuda Pró-social em Cães", o estudo comprova que os pets podem fazer de tudo para não ver os donos chorarem.

A comprovação veio por meio de testes realizados, os animais eram postos próximos a pessoas que ele tinha laço afetivo, onde ficavam isolados por uma porta, ao ouvir a pessoa chorar o animal tentava se aproximar. Outras pesquisas com a mesma temática já foram publicadas, mas foi o estudo americano, publicado em 2017, o primeiro a constatar que os cachorros têm reações de fazer algo a respeito.

Para o estudo foram utilizados 34 cachorros de raças e tamanhos diferentes junto aos tutores. Em análise sobre a pesquisa, o médico-veterinário de Montes Claros, Engelbert Veloso, confirma a sensibilidade dos animais. “Na maioria das vezes, o cachorro é muito é sensitivo, mesmo animais que vivem mais afastados. Até os cachorros de construção, cães de guarda, sentem os estados emocionais do seu tutor. Isso é ainda mais comum em cães que vivem dentro de casa, que podem ter os mesmos sintomas do tutor quando a pessoa está triste, por exemplo”, explica.

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Proximidade com os pets também pode auxiliar
tutores a se sentirem melhores (Foto: reprodução)

A empatia não para por ai, Veloso afirma que os animais podem desenvolver os mesmos sintomas que o tutor sente em casos de doenças emocionais. “Às vezes, se eu tenho depressão, meu cachorro pode até desenvolver isso também. Ele pode contrair as reações que o ser humano tem em situações como estas. Não é à toa que quando a gente está triste, o cachorro tenta nos alegrar, brincando, correndo para lá e para cá, para chamar nossa atenção”, alerta.

O especialista argumenta que é preciso atenção em ambientes muito agitados ou agressivos, uma vez que o animal pode desenvolver reações negativas ao que acontece ao redor dele. “Às vezes, as pessoas de uma família brigam muito, são agressivas, então já vi casos de animais se tornarem agressivos, intolerantes, por conviver muito em ambientes hostis. Com certeza pode afetar a sociabilidade dele, ele pode passar a não gostar de pessoas estranhas, então é importante ter este cuidado”, argumenta Veloso.

O oposto também ocorre, a aproximação com os cães, como já é sabido, pode ser muito benéfica para os tutores. A estudante de medicina, Olívia Versiani, comprou isso em sua casa. Tutora de dois cães, a acadêmica revela que até quando chora por brincadeira, os animais demonstram preocupação.

“Sempre que percebem que a gente está chorando sobem no colo. A Chiara fica sempre lambendo meu rosto. Dá para notar que eles sentem demais, até quando eu finjo choro para chamar a atenção deles eles ficam loucos”, brinca Versiani.

Para Veloso, os pets podem e devem ser fontes de alegrias nestes casos, e com certeza ficam felizes em ajudar. “Eles acabam servindo como uma descarga e amenizam determinados sentimentos, principalmente os ruins. Então podem ajudar demais a quem convive com eles”, afirma.

Fonte: G1, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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