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Cardiomiopatia dilatada, em fase oculta, pode levar o pet à morte súbita

Conscientizar o tutor sobre consultas periódicas é imprescindível

Informar também é uma das principais funções dos médicos-veterinários, pois muitos tutores não compreendem a importância de levar os animais de estimação às consultas periódicas. Estas são essenciais para o profissional descobrir doenças que, comumente, acometem os pets sem apresentar sinais clínicos, como a cardiomiopatia dilatada em sua fase oculta. Seu diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença no prognóstico do paciente. 

A cardiomiopatia dilatada (CMD) é uma doença cardíaca crônica que ocorre, principalmente, em cães de raças grandes. O músculo cardíaco do paciente torna-se enfraquecido, o que prejudica o processo de contração, reduzindo o bombeamento de sangue do coração para o restante do corpo. 

Por vezes, a CDM se apresenta de forma oculta. Segundo o professor doutor em Medicina Veterinária, Fábio Nelson Gava, a CMD oculta pode levar à morte súbita de um animal sem este apresentar qualquer sinal de enfermidade. “É importante diagnosticá-la o quanto antes porque, além disso, ela pode levar a um quadro de insuficiência cardíaca congestiva, e os animais passarão a ser sintomáticos”, explica. 

Gava explica que, sabendo-se que a CMD dilata o coração e que o volume de sangue aumenta dentro dos ventrículos, os índices ecocardiográficos utilizados para o diagnóstico da cardiomiopatia dilata oculta devem-se basear em cálculos de volume. “O principal exame utilizado para o seu diagnóstico é o ecodopplercardiograma, mas os pacientes também podem ser avaliados com radiografia torácica, eletrocardiografia e holter. Os biomarcadores também estão sendo estudados, mas não substituem os exames citados anteriormente. Talvez, no futuro, possam funcionar como um teste de triagem, mais rápido. Mas, até o momento, não há evidências científicas suficientes”, diz. 

Confira aqui a reportagem completa da edição de abril da C&G VF. 

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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