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Carrapatos são responsáveis por sérios problemas em cães

Mantê-los longe desses parasitas é, também, papel do veterinário

Um dos problemas que mais preocupam os tutores e os veterinários é o carrapato, isso porque ele pode causar sérios problemas para os pets. De acordo com o professor titular de Doenças Parasitárias, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP), Marcelo Bahia Labruna, dentre os animais de companhia, a única espécie que tem sofrido, significativamente, com os carrapatos no Brasil é o cão doméstico. 

Segundo ele, dentro das habitações humanas, sem presença de vegetação, a única espécie de carrapato que consegue se estabelecer em cães é o Rhipicephalus sanguineus, pois as fases de vida livre deste carrapato se desenvolvem em buracos e frestas de paredes e móveis das residências, assim como dentro da casinha do cão. “Por isso, R. sanguineus é o principal carrapato em cães em todas as áreas urbanas do Brasil e em muitas áreas rurais, onde os cães têm acesso às residências”, explica.  

Labruna detalha que o carrapato R. sanguineus é o único vetor da bactéria Ehrlichia canis, agente causador da erliquiose canina, e do protozoário Babesia vogeli, agente da babesiose canina. “Desta forma, essas duas doenças acometem cães na maioria das áreas urbanas e periurbanas do País. O carrapato Amblyomma aureolatum transmite o protozoário Rangelia vitalii, agente da rangeliose canina ou Nambiuvú, para cães que têm acesso a fragmentos de Mata Atlântica em grande parte da região Sul e áreas acima de 600 m de altitude da Sudeste”, informa. 

Ainda, por ser uma das espécies de Amblyomma com maior distribuição pelo País, A. ovale atua como vetor do protozoário Hepatozoon canis, um dos agentes da hepatozoonose canina, que pode ter outros vetores ainda não comprovados no Brasil, como comentado pelo profissional. “Por fim, porém não menos importante, A. sculptum e A. aureolatum são vetores da bactéria Rickettsia rickettsii, agente da febre maculosa brasileira, que afeta cães, mas, principalmente, humanos, onde cerca de 50% das pessoas infectadas morrem desta enfermidade aguda”, aponta. 

Leia aqui a reportagem completa na edição nº 240 da C&G. 

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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