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Como o veterinário pode garantir sua segurança e a do pet agressivo?

Adestradora e franqueada da Cão Cidadão, Camila Mello, dá algumas dicas

Por Camila Mello, adestradora e franqueada da Cão Cidadão

A partir do momento em que nos propomos a incluir um pet em nossa família, é nosso dever, enquanto tutor, oferecer a ele qualidade de vida e bem-estar e isso inclui cuidar com muito esmero de sua saúde. Visitas regulares ao médico-veterinário são uma das responsabilidades inerentes à criação de um pet, seja para atualizar a carteira de vacinação ou para realizar um check-up preventivo. 

Sabemos, no entanto, que nem todo animal reage de forma tranquila a essas visitas, mesmo que esporádicas. Alguns podem ficar estressados com a mudança de ambiente, não se sentirem confortáveis na presença de outros animais, não estarem habituados a permanência na caixa de transporte e não aceitarem a manipulação de pessoas estranhas. Como consequência, apresentam um comportamento agressivo. 

Entretanto, ainda que apresentem comportamento adverso, esses animais merecem atendimento veterinário de qualidade e com segurança para todos. É importante que o especialista saiba mais a respeito das características do animal antes da manipulação, observando o seu comportamento ou questionando o tutor sobre as prováveis reações. É importante que este também informe o profissional sobre todas as peculiaridades do animal. 

Sob esse aspecto, é cada vez mais essencial que veterinários estudem mais a fundo o comportamento animal para saber avaliar e distinguir os motivos que levam o pet a ter comportamentos agressivos durante as consultas e, assim, conseguir conduzir com segurança esses momentos. 

Isso deve ser avaliado desde as primeiras orientações a um cliente filhote, por exemplo, incentivando os tutores a ajudar seus pets a terem uma relação positiva com essas visitas. Independentemente da personalidade do animal, o veterinário precisa tornar aquele momento algo agradável, respeitando a característica de cada um, ou seja, deixar o cão à vontade. 

Superadas essas avaliações e detectadas as características, como forma de garantir a segurança de todos, determinados casos terão a necessidade de melhores medidas de proteção, logo, nesta hipótese não estará descartado o uso de focinheiras, por exemplo, em cães, e de toalhas para contenção de gatos, lembrando que, o animal poderá estar sentido algum tipo de desconforto ou dor e isso poderá leva-lo a ter piores reações.

Haverá casos mais severos de agressividade em que essas medidas não serão suficientes para garantir um atendimento de qualidade e com segurança, por isso, não está descartado o uso de anestésico ou tranquilizantes para a realização da consulta. Nesses casos, é importante que o especialista seja consciente e responsável para desenvolver um protocolo que abranja todas as necessidades daquele momento, ou seja, realize todos os procedimentos que julgue necessário ter um diagnóstico preciso para não ter que submeter o pet a novas manipulações. 

É importante salientar tanto para tutores quanto para veterinários, que independentemente do grau de agressividade que o pet apresente, ele pode e deve ser acompanhado e que existem formas para amenizar e superar esses acontecimentos. Profissionais especializados em comportamento animal e veterinários podem e devem caminhar juntos em busca de qualidade de vida e bem-estar para os animais. 

Fonte: Cão Cidadão para a Cães&Gatos VET FOOD.

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