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Coronavírus: Cresce número de abandono de animais em Wihun

Cidade chinesa está em quarentena desde o dia 23 de janeiro

Com a alta de acometimentos humanos pelo coronavírus na cidade de Wuhan, na China, que segue em quarentena desde o dia 23 de janeiro, números de animais de companhia abandonados cresce. Segundo publicação disponibilizada pelo Jornal Estadão, os pets se tornaram vítimas colaterais do pânico em torno do surto que atinge o país asiático.

De acordo com o jornal, o crescente número de abandonos está relacionado com o medo da população de que cães e gatos transmitam a doença. O que ganhou mais força com o comentário do especialista do comitê nacional que investiga o vírus, Li Lanjuan, onde o mesmo afirmou em entrevista que os animais domésticos que haviam sido expostos a focos epidêmicos também deveriam ser colocados em quarentena.

Apesar de realmente existirem tipos conhecidos de coronavírus que afetam os animais de companhia, a transmissão se propaga unicamente entre os membros da mesma espécie, assim como explicamos anteriormente (clique aqui).

O Estadão ainda afirma que, nos últimos dias foram registrados inúmeros casos de abandono de animais, e nas redes sociais, alguns afirmam que em cidades como Tianjin (no norte) e Xangai (no leste), pessoas mataram seus pets jogando-os do terraço de suas casas, ainda que nenhuma instituição oficial tenha confirmado esses fatos até agora.

Outro problema que tem agravado a situação dos animais, é que muitos tutores tiveram de deixá-los em casa com comida e água suficiente para alguns dias, com a intenção de voltar depois das férias no ano-novo chinês. Ao não conseguirem retornar, os animais seguem presos.

No entanto, para minimizar situação, associações de proteção animal da cidade se mobilizam para ir até as casas dos tutores que pediram ajuda para fornecer comida e água aos cães e gatos, assim como cuidar das condições higiênicas ou levá-los às casas de amigos. De acordo com a Associação de Proteção de Pequenos Animais de Wuhan, há entre 300 mil e 600 mil cachorros e gatos domésticos na cidade, que possui 11 milhões de habitantes, como explica o jornal.

Em alguns casos, os voluntários chegaram quando era tarde demais. “Haverá mais [casos em que os animais foram achados mortos] no futuro. Há tantas pessoas pedindo ajuda que não temos dado conta”, lamentou a presidente da organização, Du Fan, à Efe. 

A publicação também levanta que enquanto as autoridades não anunciam uma data para encerrar o isolamento da cidade, os membros da Associação deixam alimentos entre 10 e 15 dias nas casas que visitam, torcendo para que os animais sobrevivam.

Fonte: Estadão, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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