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Cresce procura por cobaias para testes de cura do Covid-19

Segundo reportagem no The New York Times, cientistas já estão aumentando a quantidade de análises

A pandemia causada pelo novo coronavírus, o Covid-19, que já chegou em todos os continentes, poderá trazer à tona as objeções ao uso de animais em testes científicos, já que segundo uma reportagem do jornal The New York Times, cientistas estão aumentando testes em diversos animais para produzir vacinas ou medicamentos que interrompam o crescimento de casos da doença.

De acordo com a republicação realizada pela Uol, os cientistas devem testar os medicamentos em ratos, furões, hamsters e até macacos para minimizar os riscos de testes em humanos. É levantado também, que no mundo todo, diversos laboratórios estão criando “estoques” de ratos geneticamente modificados e estão testando a suscetibilidade de outros animais, que tendam a ter os mesmos sintomas que os humanos.

No entanto, uma outra questão que também é levantada, refere-se a quantidade de animais disponíveis para os estudos, onde os laboratórios não possuem à mão espécimes vivos de cada tipo de animal. A matéria explica que eles congelam esperma ou embriões, e quando há necessidade usam essas amostras para construir novas colônias – e é exatamente isso o que está acontecendo agora.

Porém, animais como os camundongos, demoram dois meses para atingir a maturidade sexual e o período de gestação leva em torno de três semanas. Laboratórios, como o Laboratório Jackson, um dos maiores criadores da espécie dos Estados Unidos, tem como expectativa obter espécimes prontos para distribuição até maio.

Já a escolha dos animais que poderão ser utilizados, onde os mesmos deverão ser suscetíveis a infecções, algo que não ocorre com qualquer espécie, como os cães por exemplo, estão os hamsters, furões e macacos, espécies que tendem a reproduzir o progresso da doença nos humanos.

De acordo com um estudo feito na China, mas que ainda não foi revisado, como explica o texto, é  sugerido que um rato desenvolvido em 2003 durante a epidemia de SARS, chamado hACE2, pode ser infectado pelo novo coronavírus, também chamado de SARS-CoV-2,  e desenvolve uma pneumonia branda.

Fonte: Uol, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

 

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