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CRMV-SP alerta para o uso responsável de antibióticos

De acordo com o Conselho, é um dever estudar e se atualizar sobre os fármacos

Após diversos países realizarem ações com foco na Semana Mundial de Conscientização sobre Antibióticos, promovida anualmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a assessoria de imprensa do CRMV-SP liberou um texto perante a importância do debate ao uso responsável dos fármacos dentro da Medicina Veterinária.

De acordo com o Conselho, assim como médicos e outros profissionais de saúde humana, os médicos-veterinários devem se manter vigilantes em relação às práticas com antibióticos. Atenção que deve ser tomada desde a escolha da substância, a forma de prescrição, a orientação àqueles que medicarão os animais e até a conduta para destinação dos resíduos.

“É um dever estudar e se atualizar sobre os fármacos. É a capacitação que dará respaldo ao uso responsável dos medicamentos”, analisa o médico-veterinário, conselheiro do CRMV-SP e presidente da Comissão Técnica de Políticas Públicas do Regional, Carlos Augusto Donini.

Dentro do setor, o CRMV-SP disponibiliza em meio ao texto algumas diretrizes específicas que são recomendadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) que apontam a utilização de antimicrobianos somente após o exame clínico do animal, realizado por um médico-veterinário; quando necessário e em adição e nunca em substituição às boas práticas de pecuárias, higiene, biossegurança e programas de vacinação.

Já quanto a escolha do antimicrobiano apropriado, é recomendado que sejam levados em consideração os registros de uso prévio de antimicrobianos e histórico epidemiológico da propriedade, experiência clínica e diagnóstica, diagnóstico laboratorial, a farmacodinâmica e outros.

Perante as ações nacionais, a médica-veterinária e presidente da Comissão Técnica de Saúde Pública Veterinária do CRMV-SP, Adriana Maria Lopes Vieira, considera que o Brasil está em um bom caminho, em especial pela elaboração do Plano Nacional de Prevenção e Controle de Resistência aos Antimicrobianos (PAN-BR), que tem vigência de cinco anos (2018-2022), com avaliações anuais.

“O plano contém cinco objetivos estratégicos, dentre eles reforçar a base de conhecimento e evidência por meio da vigilância e investigação”, aponta Adriana. A ação envolve, além do Ministério da Saúde, diversos órgãos federais, como Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Ministério das Cidades (MCidades), junto de muitos outros.

Para mais informações sobre o posicionamento do Conselho, acesse o site. 

Fonte: CRMV-SP, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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