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CRMV-SP faz alerta sobre o risco de doenças oftalmológicas em pets

Algumas raças têm predisposição a problemas congênitos ou adquiridos

Maio é o mês do combate e prevenção à catarata e glaucoma, doenças oftalmológicas que atingem cerca de 67 milhões de pessoas no mundo. Mas o que muitos não sabem é que essas enfermidades também podem acometer os animais de estimação. Esbarrar em móveis, apresentar dificuldade para localizar brinquedos e alimentos, ou ainda, farejar para chegar ao tutor quando é chamado podem ser sinais de que o pet não está enxergando bem. 

De acordo com a médica-veterinária presidente da Comissão de Entidades Veterinárias do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), Maria Cristina Timponi, a catarata e o glaucoma são as doenças que mais causam cegueira em animais. “Em ambos os casos, o tempo entre o diagnóstico e o tratamento é fundamental para melhor resultado. Além disso, é importante que o médico-veterinário, assim que perceba alguma alteração nos olhos do pet, converse com o tutor e encaminhe para um oftalmologista veterinário”, ressalta. 

É importante salientar que algumas raças têm predisposição a doenças oftalmológicas, como: pastor alemão, collie, springer spaniel inglês, dogue alemão, poodle, boston terrier e husky siberiano. A veterinária que atua na área de Oftalmologia Veterinária desde 2010, Ana Rachel da Silva Moraes Oliveira, afirma que, raramente, a cegueira em animais ocorre de forma repentina. “O mais comum é que venha acometer o pet gradualmente, quando, então, ele passa a apresentar sinais clínicos. Perceber problemas oftalmológicos em animais de estimação não é uma das tarefas mais fáceis, por isso é necessário ficar atento”, alerta. 

A catarata é caracterizada por uma opacidade no cristalino do olho, podendo levar à cegueira. De caráter hereditário, pode tanto atingir um único olho quanto ser bilateral. “A doença pode ser desencadeada pelo contato com substâncias tóxicas, presença de tumores intra-oculares, e doenças, como a diabetes e as uveítes (inflamações na parte interna do olho)”, complementa Ana Rachel. 

Segundo ela, um dos principais sintomas de doenças oftalmológicas, como catarata e glaucoma, é vermelhidão na parte branca do olho, chamada de esclera. Ao contrário do que muita gente pensa, a enfermidade não atinge apenas animais idosos, podendo ser verificada até mesmo em filhotes. Por isso, os tutores devem ficar atentos também para alteração na cor dos olhos; excesso de secreção; olhos fechados ou piscando demais; sensibilidade à luz natural; incômodo; dificuldade para enxergar. 

Título de Especialista. Em dezembro de 2018, o Colégio Brasileiro de Oftalmologistas Veterinários (CBOV) recebeu outorga do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) para conceder título de especialista em Oftalmologia Veterinária. Somente após a aprovação da especialidade e emissão do certificado pela entidade habilitada junto ao CFMV, o profissional poderá requerer o registro do título de especialista junto ao CRMV-SP. 

Para o registro do título de especialista, o profissional deverá apresentar requerimento solicitando o título de especialista; certificado de curso de especialização na área específica, conferido por instituição de ensino superior reconhecida pelo CNE/MEC ou entidades de especialistas, cujo curso atenda aos requisitos da Resolução CFMV nº 935/2009; memorial documentado, no qual se possa comprovar que o solicitante desenvolve atividades na área da especialidade requerida há pelo menos 05 (cinco) anos, incluindo os cursos de pós-graduação, Lato e Stricto Sensu.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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