Assine

CRMV-SP fornece dicas para preservar a saúde e bem-estar de gatos

Profissionais orientam quanto às características, hábitos e necessidades da espécie

Eles são mais de 23 milhões em todo o Brasil. Sabe quem são?! Os gatos, que conquistam cada vez mais lares brasileiros. Para se ter uma ideia, em seis anos, houve aumento de 20% na população de felinos no País, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mais do que amá-los, os tutores desses pets precisam saber quais as necessidades da espécie. Por isso, hoje (08), no Dia Internacional do Gato, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) traz cinco dicas de cuidados com a saúde e bem-estar dos bichanos. 

Como destaca o presidente da Comissão de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP, Thomas Marzano, é preciso realizar, além dos cuidados básicos – como manter a carteira de vacinação em dia, castrar e proteger o animal contra pulgas e vermes –, um check-up anual para saber quais são suas condições de saúde do felino. Em sua opinião, a escolha da clínica ou consultório deve ser criteriosa, levando em conta os impactos do estresse que o animal pode sofrer por estar em um ambiente diferente. “O local deve ser silencioso e é indicado que a recepção de cães e gatos seja separada, com equipe treinada para lidar com os felinos”, orienta. 

diagato
O Dia Internacional do Gato foi criado em 2002,
pela International Fund For Animal Welfare
(Foto: C&G VF)

Ainda de acordo com Marzano, o ideal é que as paredes sejam em cores pastéis, uma vez que os gatos não gostam de superfícies com tons claros e que reflitam muita luz. “Aromas calmantes também são uma boa estratégia para tornar a consulta menos estressante ao animal”, adiciona. 

A capacitação do profissional que atenderá o felino também deve ser avaliada, conforme enfatiza a médica-veterinária e conselheira do CRMV-SP, Mitika Kuribayshi Hagiwara. “A escolha deve levar em conta não só a clínica, mas, também, o médico-veterinário que atenderá no local”, aponta ela, ressaltando que há estabelecimentos especializados em felinos, ou seja, que possuem infraestrutura para tal, porém, não possuem o profissional capacitado para atender felinos. “Não basta ter especialização, é necessário ter prática com a espécie”, destaca. 

Alimentação. A dieta dos gatos é mais restrita que a dos cães. “O cão está incluído no grupo dos omnívoros e possuem tubo digestório adaptado para uma variedade de alimentos. Já o gato é um carnívoro, que significa que ele necessita, obrigatoriamente, de proteína de origem animal”, esclarece Mitika. De acordo com a médica-veterinária, a necessidade mínima de proteína de um gato em crescimento é, aproximadamente, 50% maior do que a de um cão da mesma idade. Em fase adulta, essa quantidade proteica mínima para o gato é 40% maior do que a de um cachorro. 

Higiene. Quem convive com gatos sabe que eles se lambem com frequência, para auto-higienização. Justamente por isso, eles não precisam de banho com frequência, já que têm uma ampla capacidade de manterem-se limpos. “Os gatos são extremamente higiênicos, capazes de realizarem a limpeza por conta própria”, explica Mitika. Esse hábito, entretanto, leva ao acúmulo de pelos no estômago, o que pode provocar vômitos. “Para ajudar o animal nesse sentido, os tutores podem buscar orientação médica-veterinária quanto a dietas que auxiliam na eliminação intestinal”, complementa.

Comportamento. O tutor deve saber que gatos têm comportamentos parecidos com os de animais selvagens. Embora eles sejam frequentemente comparados com os cães, há diferenças marcantes entre esses animais, principalmente comportamentais, conforme alerta Thomas Marzano. “Pelo fato de o gato ter sido domesticado há muito menos tempo que o cão, eles apresentam comportamento mais semelhante a animais silvestres e selvagens”, argumenta o profissional, que considera que essa característica pode esconder sintomas em casos de problemas de saúde. “Isso também é um fator determinante para os gatos serem mais susceptíveis ao estresse e as consequentes oscilações no quadro de saúde do animal”, conclui.

Fonte: CRMV-SP, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

Seja o primeiro a comentar
Seu comentário foi enviado. Aguarde aprovação.
Erro ao enviar o comentário. Por favor, preencha o captcha e tente novamente.