Assine

Dia do coração: como está a saúde cardíaca de seu gato?

Muitos felinos, principalmente nos estágios iniciais da doença, são assintomáticos

Sabe que dia é hoje? Em 29 de setembro é celebrado o Dia Mundial do Coração. Toda sociedade médica se volta para discutir sobre um tema importante e urgente: a prevenção de uma das maiores causas de óbitos no mundo, que é o infarto. Entre os gatos, as doenças cardíacas não passam despercebidas. Em quase 30% dos casos, a cardiomiopatia hipertrófica é a doença de maior incidência entre os peludos.  

Esse nome complicado nada mais é do que uma doença que acomete o músculo cardíaco. “Assim como em humanos, essa condição dificulta o fornecimento de sangue do coração para o corpo e pode levar à insuficiência cardíaca”, explica a médica-veterinária especialista em felinos e responsável pela primeira clínica Cat Friendly Practice Gold localizada em Itu (SP), Vanessa Zimbres.

Embora, na maioria dos casos, as comorbidades sejam desconhecidas, existem vários fatores que podem levar os animais a desenvolverem a condição. Entre elas: hipertireoidismo, hipertensão, produção excessiva de hormônio do crescimento e, por fim, o fator genético. Essas são algumas das possíveis causas. “É por isso que orientamos os tutores a levarem os gatos para serem examinados, pelo menos, uma vez por ano. Há felinos que levam uma vida completamente normal, sem desenvolver doenças clínicas”, diz a veterinária.

Sinais de alerta. Muitos gatos, especialmente aqueles nos estágios iniciais da doença, são assintomáticos. No entanto, há sempre uma parcela que desenvolve alguns sintomas, facilmente observados pelos tutores, como: perda de apetite e de peso, apatia, respiração acelerada e dificuldades respiratórias.

O principal método de diagnóstico das cardiomiopatias é o ecocardiograma. Com ele, segundo Vanessa, é possível avaliar as estruturas cardíacas e seu funcionamento. Em alguns casos, exames complementares, como radiografia eletrocardiograma e aferição da pressão são recomendados.

“Prevenção nunca é demais”, declara a especialista que ainda reforça a importância do diagnóstico precoce da doença cardíaca, pois permitirá uma melhor resposta ao plano de tratamento instituído, que visa reduzir os riscos de formação de trombos e melhorar a qualidade e o tempo de vida. “Isso inclui: vasodilatadores, medicamentos que melhoram o relaxamento e a frequência cardíaca e trombolíticos”, finaliza.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

LEIA TAMBÉM:

Cat Congress abre inscrições para seu primeiro congresso on-line

Estudo traz novas considerações sobre hiperplasia mamária em gatos

Veterinária de felinos comenta os principais mitos acerca da espécie

Seja o primeiro a comentar
Seu comentário foi enviado. Aguarde aprovação.
Erro ao enviar o comentário. Por favor, preencha o captcha e tente novamente.