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Doença inflamatória intestinal atinge animais com meia idade

Certamente, a maioria dos veterinários já presenciou este caso

Um dos grandes desafios dos médicos-veterinários é saber diferenciar diversas situações clínicas em seu consultório. Entre as doenças cotidianas encontradas na clínica está a doença inflamatória intestinal (DII), que acomete cães e gatos. 

A médica-veterinária pós-graduanda do programa de clínica médica, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP) e pesquisadora do Centro de Pesquisa em Nutrologia de Cães e Gatos da FMVZ-USP, Andressa Rodrigues Amaral, explica que, de acordo com o consenso do Colégio Americano de Medicina Interna Veterinária (ACVIM, sigla em inglês), de 2010, a doença inflamatória intestinal pode ser definida como uma enteropatia crônica que se distingue das diarreias responsivas ao alimento e ao antibiótico somente, e se caracteriza pela sua resposta terapêutica ao tratamento imunossupressor. 

O professor de clínica de pequenos animais do curso de Medicina Veterinária da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU – SP), Ricardo Duarte, completa que a doença inflamatória intestinal é uma síndrome clinicamente heterogênea, caracterizada por inflamação da mucosa gastrintestinal e manifestação clínica como diarreia, vômito, borborigmos, emagrecimento, inapetência ou uma combinação cuja causa é desconhecida (idiopática). 

Andressa explica que a doença intestinal inflamatória pode ser confundida com outras doenças que causam diarreia ou êmese crônica como, por exemplo, parasitismo intestinal, reação adversa ao alimento, hipoadrenocorticismo, insuficiência pancreática exócrina e hipertireoidismo e linfoma intestinal. 

Entre as doenças em que a DII pode ser confundida estão as reações a alimentos e alergia alimentar. Andressa explica que os pacientes com reação adversa ao alimento ou alergia alimentar respondem 100% ao processo de eliminação de trofoalérgico. “Ou seja, uma vez que retiramos o alimento/nutriente causador, os sinais clínicos desaparecem e, após serem expostos novamente a estes alimentos, os sinais são recorrentes. Já os pacientes com DII, apesar de beneficiarem-se de alimentos hipoalergênicos, não respondem 100% a este processo, pois a causa de base da inflamação é multifatorial”, detalha. 

Leia aqui a reportagem de capa da edição de maio da C&G VF. 

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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