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Egressos de veterinária na modalidade EAD terão inscrição vetada pelo CFMV

Medida votada na última semana foi aprovada por unanimidade

A inscrição de egressos de cursos de medicina veterinária na modalidade à distância foi vetada pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). A decisão foi tomada durante a 321ª Reunião Plenária realizada na última semana. A resolução nº 1.256 foi aprovada por unanimidade.

Os profissionais que concluíram o curso na modalidade a distância ficarão impedidos de exercer a profissão de médico-veterinário em todo o País, sem a inscrição no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV). Além disso, quem ministrar as disciplinas ou estiver envolvido na gestão do curso fica sujeito à responsabilização ético-disciplinar.

Já a autorização do curso não compete ao conselho e sim ao Ministério da Educação (MEC). No entanto, a Plenária do Conselho entende que a modalidade impede a realização de aulas práticas essenciais para preparar o profissional. De acordo com as diretrizes atuais do ministério, Atualmente, 20% da grade horária da graduação de Medicina Veterinária pode ser realizada por aulas on-line, desde que restritas aos conteúdos meramente teóricos.

O conselho defende que os outros 80% das aulas sejam ministrados exclusivamente sob a modalidade presencial, inclusive, com estágio profissional. De acordo com o presidente do CFMV, Francisco Cavalcanti de Almeida, os estudantes passam por árduo treinamento para aprender a identificar as queixas de pacientes que não falam e não podem comunicar verbalmente o que sentem.

“Já é um processo complexo de aprendizagem em aulas presenciais. Imagine como seria aprender isso virtualmente? Como seriam aulas on-line de auscultação do coração ou dos movimentos estomacais?”, exemplifica o presidente para demonstrar que a formação requer prática e contato direto com os animais.

Francisco destaca, ainda, que o curso de medicina veterinária demanda inúmeras atividades práticas e de campo, como anatomia, fisiologia, clínica, cirurgia, patologia, análises laboratoriais, entre outras operacionais e de manejo técnico, cuja aprendizagem só ocorrem por meio de aulas presenciais, conforme prevê a Resolução nº 595/1992.

 “Como órgão que fiscaliza o exercício profissional, queremos zelar pela qualidade do mercado de trabalho e pela saúde da população. É um curso caro, o aluno tem a expectativa de uma sólida formação, mas acaba sendo vítima de um sistema de educação meramente mercantilista, que não garante formação de qualidade”, alerta o presidente.

Fonte: CFMV, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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