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Em pontos turísticos do Egito, animais sofrem diversos maus-tratos

Principal medida para diminuir os abusos é não utilizar serviços com animais

A ONG internacional Pessoas pelo Tratamento Ético de Animais (PETA, na sigla em inglês) divulgou imagens que mostram maus-tratos sofridos por camelos e cavalos no Egito. As fotos foram feitas nos arredores dos principais pontos turísticos do País: a Grande Pirâmide de Gizé, uma das Sete Maravilhas do Mundo, o antigo cemitério de Saqqara e os túmulos reais de Luxor. 

De acordo com a PETA, turistas que participam de atividades com animais estão financiando diretamente o sofrimento dos bichos. "A maioria dos locais no parque arqueológico é facilmente acessível a visitantes fisicamente aptos. Na Grande Pirâmide de Gizé, os turistas podem optar por reservar veículos particulares por meio de agências de turismo e, em Luxor, os visitantes podem simplesmente pegar um carro particular ou um táxi para percorrer os locais", divulgou a ONG. 

Em um vídeo divulgado pela organização, é possível ver trabalhadores batendo em um cavalo que está caído no chão após desmaiar de cansaço. Os maus-tratos continuam até o animal se erguer para puxar uma carruagem com turistas. "Ao invés de serem tratados por seus ferimentos, os animais são simplesmente forçados pelos proprietários, que, claramente, priorizam o lucro em detrimento do bem-estar, a continuar trabalhando", argumenta a entidade. 

Segundo relatos de testemunhas, o Mercado de Camelos de Birqash é palco de espancamento, tanto por crianças quanto por adultos, dos animais ali presentes. A ONG contou que muitos animais tinham os rostos ensanguentados e um camelo espumava pela boca. "Testemunhas oculares aprenderam que quando os camelos não são mais úteis, eles são vendidos novamente neste mercado para os matadouros", relata a PETA. 

Como ajudar? Os abusos sofridos pelos animais são consequência da atividade turística local, já que os camelos e cavalos são obrigados a trabalhar exaustivamente sem alimentação ou cuidados apropriados, enquanto são violentados. Por isso, a entidade ressalta que a principal forma de ajudar esses animais é não aderindo a passeios/pacotes turísticos que promovam interações com animais. 

Além disso, denunciar situações como as relatadas é essencial: "Se alguém presenciar o abuso de animais ocorrendo no Egito, deve pedir ao criminoso que pare". O Artigo 45 da Constituição do Egito de 2014 se compromete com a prevenção da crueldade aos animais, mas, de acordo com a PETA, as autoridades raramente reforçam essa provisão. "A única solução viável para este problema é que o governo proíba animais em locais turísticos", defende a instituição. 

Fonte: Galileu, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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