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Especialista alerta sobre alimentação inadequada e obesidade em pets

Maior incidência de casos é acarretada pelo comportamento do tutor

Causada pelo excesso de gordura corporal, a obesidade é uma das doenças que mais acomete os animais de estimação. Ela é o resultado de um desiquilíbrio entre a ingestão e o gasto de energia, que pode acarretar diversos problemas que afetam a saúde e longevidade, como doenças ortopédicas, cardiorrespiratórias e diabetes.

De acordo com estudos recentes produzido pelos Estados Unidos, Europa, Japão e China atualmente cerca de 24% a 60% de cães e gatos estão em situação de sobrepeso ou já obesos. No brasil, um estudo recente, de São Paulo, indica que 40,5% dos cães já passam pelas mesmas situações.

Com a necessidade de tratamento e orientação adequada, para prevenir a doença é importante que o tutor esteja alerta às causas. De acordo com o médico-veterinário e supervisor técnico-científica da PremierRpet, Flavio Silva, os cuidados com a escolha do alimento e o manejo são pontos fundamentais para prevenir e combater o excesso de peso.

“O excesso de petiscos e a “humanização” da alimentação são fatores recorrentes nos dias de hoje. É importante lembrar que cães e gatos não escolhem o que comer ou quantas vezes devem se alimentar, portanto, cabe ao tutor zelar pela alimentação adequada”, afirma.

Conforme o material disponibilizado pela PremieRpet, são várias as causas e fatores que podem acarretar um quadro de obesidade animal, principalmente gerados pelo comportamento do tutor, como a humanização, o sedentarismo, a transferência de hábitos, quando o cuidador passa a alimentar o pet da mesma maneira que se alimenta, o excesso de petiscos e a disponibilização exagerada de comida caseira.

Outras questões levantadas estão ligadas ao organismo do animal, como idade, sexo (estudos apontam que as fêmeas têm mais predisposição ao ganho de peso) e predisposição genética, com algumas raças mais suscetíveis, como Labrador, Beagle, Basset hound, Dachshund, Cocker, entre outras.

Os distúrbios de comportamento também estão se tornando agravantes para a doença. A ansiedade por causas diversas (como solidão) pode causar um apetite voraz, sendo indicado que o pet faça acompanhamento voltado às atividades para manter sua saúde física e mental.

Segundo o especialista, pra previnir ou tratar a doença, é importante fazer uma avaliação nutricional completa do pet. “Somente a partir desta avaliação é que será possível indicar qual o alimento ideal de acordo com as condições clínicas do animal”, finaliza.

Fonte: PremieRpet, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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