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Especialistas alertam sobre problemas cardíacos em pets

Enfermidades atingem principalmente os animais idosos

Com a chegada do dia 26 de setembro, conhecido como o Dia Mundial do Coração, as doenças cardiovasculares voltam a ganhar destaque. O que nem todos têm conhecimento, é que essas enfermidades também atingem os animais, principalmente os idosos.

Segundo o médico-veterinário e presidente da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), Thomas Marzano, só a degeneração das válvulas cardíacas, acomete 85% dos animais com mais de 13 anos.

A também médica-veterinária e presidente da Comissão de Entidades Veterinárias Regionais do Estado de São Paulo do CRMV-SP, Maria Cristina Reiter Timponi, levanta alguns sintomas que podem servir de alerta para os tutores de que a saúde do coração do pet necessita de atenção. “Os cães e gatos apresentam sintomas como dispneia (dificuldade de respirar caracterizada por respiração rápida e curta), falta de ar, cansaço, tosse que parece mais um engasgo, intolerância ao exercício, língua roxa (resultante da falta de oxigenação), desmaio e tonturas”, completa.

Para o diagnóstico e panorama de predisposição, estão a genética de raça, idade, obesidade e falta de exercício. “Numa consulta de rotina, o profissional pode detectar o sopro cardíaco e arritmia pela auscultação e sintomas. E com exames complementares é possível detectar com precisão os problemas cardíacos”, explica Timponi.

Outras doenças cardiovasculares frequentes são: dirofilariose (popularmente chamada de verme do coração), insuficiência cardíaca congestiva (especialmente em cães) e cardiomiopatia dilatada hipertrófica (principalmente entre os gatos), além da degeneração da válvula tricúspide.

Prevenção. Para prevenir, o presidente da Comissão salienta que existem algumas raças mais predispostas a alterações cardiovasculares. “Cães das raças doberman e boxer, por exemplo, tendem a manifestar mais cedo arritmias graves. Sabendo que a raça do animal tem predisposição a ter doenças cardíacas, o mais importante é fazer sempre um check-up para diagnosticar e acompanhar precocemente”, alerta.Maria Cristina

Os profissionais esclarecem, ainda, que nem todas as disfunções cardíacas necessitarão de tratamento imediato, mas são um indício para um monitoramento mais frequente, se possível a cada seis meses, para que o médico-veterinário possa acompanhar a evolução do quadro e solicitar exames complementares como o ecocardiograma. “Já quando a insuficiência cardíaca está instalada, medicamentos sob orientação médica-veterinária deverão ser usados para reduzir a sobrecarga ao órgão”, relata Timponi. quanto mais cedo for o diagnóstico, maior longevidade e qualidade de vida o pet terá.

Com isso,para melhorar a qualidade de vida de seus animais de estimação, os tutores devem estimular exercícios regulares e fornecer uma alimentação saudável e na quantidade correta, para evitar a obesidade e o excesso de colesterol e triglicérides.

Fonte: CFMV, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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