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Estudo analisa técnica Morgan em prolapso da glândula em bulldog

Problema é comum em cães jovens, principalmente nos braquicefálicos

O prolapso da glândula da membrana nictitante é uma patologia relativamente comum nos canídeos, sendo rara nos felídeos. Ocorre devido à fraqueza ou ausência das bandas de tecido conjuntivo, que unem a porção ventral da membrana nictitante aos tecidos periórbitas. Essa alteração também tem como base a hereditariedade.

Os sinais clínicos mais observados são: massa avermelhada no canto medial, hipertrofia glandular, prejuízo à produção lacrimal, conjuntivite crônica e secreção ocular. O diagnóstico é realizado por meio do exame físico, onde se observa a protrusão da glândula da terceira pálpebra.

Já o tratamento médico é reservado aos casos recentes e leves, feito com a aplicação de pomada oftálmica tópica com antibiótico e corticosteroide, mas, geralmente, não é eficaz. Sendo assim, a maioria dos casos necessita de intervenção cirúrgica. São utilizadas técnicas de ancoragem, as quais consistem na dissecação e suturas que fixam a glândula no tecido epibulbar e as técnicas de bolso que se baseiam no reposicionamento da glândula por meio de sutura na face bulbar da terceira pálpebra.

Um trabalho científico teve como objetivo relatar um caso de prolapso da glândula da terceira pálpebra em um cão atendido no Hospital Veterinário São Lucas de Ji-Paraná (RO), tratado de forma cirúrgica. No dia 26 de julho de 2018, deu entrada no setor de clínica cirúrgica do hospital, um cão da raça bulldog francês, macho não castrado, com sete meses de idade, pesando 13 kg. O tutor queixou-se que o animal apresentava inflamação e uma massa avermelhada no olho direito há quatro meses.

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Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

Abaixo as referências bibliográficas utilizadas pelos autores para o artigo disponível na Editoria Relato de caso, da edição 251, de julho de 2020.

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