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Estudo finlandês afirma que mais de 70% dos cães sofrem com ansiedade

Pesquisa analisou o comportamento de 13.715 cães de estimação finlandeses, de 264 raças diferentes

A ansiedade é um transtorno que a cada dia mais tem acometido pessoas no mundo, tendo o Brasil como o país com a maior porcentagem de pessoas acometidas pelo problema, cerca de 18,6 milhões de brasileiros (9,3% da população), como afirma a Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, o que muitos não sabem e segundo um novo estudo, mais de 70% dos cães sofrem com a mesma situação.

De acordo com um novo estudo realizado na Universidade de Helsínquia, Finlândia, que avaliou o comportamento de diferentes raças de cães comuns no país, a porcentagem de animais que apresentam ansiedade é efetivamente elevada, revelando que estes animais são particularmente propensos a muitas características semelhantes à ansiedade.

Para verificar a efetividade do estudo, a autora Milla Salonen e os colegas, analisaram os comportamentos e 13.715 cães de estimação finlandeses, de 264 raças diferentes.

No processo, foi pedido aos donos dos cães que preenchessem questionários sobre os comportamentos relacionados com a ansiedade, como sensibilidade ao ruído, medo geral, medo de superfícies, impulsividade, falta de atenção, comportamentos compulsivos, agressão, e comportamentos relacionados à ansiedade de separação.

Nesta análise, os resultados revelaram que um número significativo de cães possuí alguma forma de ansiedade. De acordo com seus donos, 72,5% dos cães expressaram comportamentos semelhantes ao transtorno. Assim como, 32% tinham sensibilidade ao ruído e, entre os cães sensíveis ao ruído, o medo mais comum era o de sons associados aos fogos de artifício, com uma “prevalência de 26%”.

Já o medo geral, obteve uma porcentagem de 29% dos cães analisados, sendo que “17% dos cães mostraram medo de outros cães, 15% medo de estranhos e 11% medo de situações novas”.

Os comportamentos ansiosos menos comuns foram os relacionados com a separação, que afetaram 5% dos cães, e a agressão, que foi relatada em apenas 14% dos animais.

Também segundo o estudo, os comportamentos ansiosos aparentam ficar mais evidentes à medida que o animal envelhece, como nos casos de sensibilidade ao ruído, representando por um maior medo de trovões, altura e tipos de superfícies que caminham.

No entanto, os cães mais novos, por sua vez, parecem ter comportamentos problemáticos mais relacionados com a ansiedade de separação, tais como urinar no chão ou estragar móveis, além de parecerem mais impulsivos.

Quanto a diferenças entre cães e cadelas, os machos mais são propensos a demonstrar agressividade e sinais de impulsividade, enquanto as fêmeas têm maior tendência a mostrar medo.

A ansiedade é um fator que pode estar ansiedade ao problema. As raças como lagotto romagnolos, wheaten terriers e cães de raça indeterminada pareciam apresentar maior sensibilidade ao ruído, enquanto os schnauzers miniatura e os Staffordshire bull terriers eram menos sensíveis.

Os cães d’água espanhóis e Shetland sheepdogs, bem como os cães de raça indeterminada, tinham mais probabilidade de apresentar medo. O medo das superfícies e das alturas eram mais visíveis em cães de raça collie e de raça mista.

O tamanho também teve influência na presença dos comportamentos ansiosos. Cerca de 10,6% dos schnauzers mostraram agressividade para com estranhos, enquanto que, apenas 0,4% dos labradores retrievers apresentavam esta caraterística.

Os pesquisadores supõem que a genética pode estar relacionada com a sua predisposição a diferentes tipos de ansiedade.

“O comportamento tem um componente genético importante”, refere o estudo, acrescentando que “algumas áreas genómicas e loci estão associadas a comportamentos problemáticos, incluindo compulsão, medo e sensibilidade ao ruído”.

Fonte: Veterinária Atual, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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