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Estudo: problemas respiratórios dos cães têm origem no DNA

A culpa de complicações de saúde não é apenas da anatomia do focinho

Um novo estudo mostrou que problemas respiratórios comuns em cães como pugs e buldogues têm origem, também, na genética e não apenas por questões anatômicas. Até então, acreditava-se que os focinhos achatados dos cachorros dessas raças eram responsáveis pelas complicações. 

Como contam os especialistas, os rostos "amassadinhos" dos animais resultam na chamada síndrome braquicefálica, relacionada a problemas respiratórios nos animais. "Embora a forma do crânio continue sendo um fator de risco importante, nosso estudo sugere que o status do gene ADAMTS3 deve ser considerado também. Mais estudos são necessários para dissecar a natureza complexa desta doença devastadora", afirmou o membro da pesquisa, Jeffrey Schoenebeck. 

A descoberta ocorreu após os pesquisadores analisarem o DNA das raças de cães que têm o problema por conta da anatomia e compará-los com as informações genéticas de raças que têm focinho proporcional aos seus corpos (norwich terriers). 

A equipe, então, detectou uma mutação do DNA no gene chamado ADAMTS3, que não está ligado à forma do crânio e já foi responsabilizado por causar retenção de líquidos e inchaço. A alteração também é comum em buldogues franceses e ingleses, o que pode explicar por que alguns cães dessas raças desenvolvem problemas respiratórios e complicações mesmo após cirurgias para tratá-los. 

Fonte: Galileu, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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