Assine

Estudos mostram por que as pessoas sofrem diante de maus-tratos a animais

Alta empatia com um cão se compara à reação ao ver um bebê sofrendo

Para alguns, pode parecer exagero, mas as pessoas, de fato, sentem grande empatia por animais – mais até do que por outro ser humano. As recentes ondas de protestos contra maus-tratos a pets são exemplo disso. 

Esses casos comprovam o que diversos estudos já mostraram: existe grande sensibilização das pessoas quando o assunto é um cachorro, por exemplo. Um estudo, publicado na revista Society & Animals, mostrou que as pessoas se sensibilizam mais a abusos ou agressões envolvendo cães do que aquelas que envolvem a nossa espécie. A única exceção se dá quando a situação com humanos incluem bebês: neste caso, o nível de empatia é mais alto. 

Alta empatia. Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores analisaram a reação de 240 estudantes de graduação a casos de espancamentos de cães e pessoas. Na primeira parte do estudo, os voluntários leram uma notícia fictícia cujas vítimas poderiam ser um animal (filhote ou adulto) ou um ser humano (um bebê de 1 ano ou um adulto de 30). Apesar de os textos serem parecidos, o fato de a vítima ser animal, independente de ser filhote ou adulto, pareceu instigar maior empatia nos participantes. A comoção para os caninos só foi menor quando a notícia envolvia bebês. 

Outra pesquisa realizada em 2015, pela Harrison’s Fund, chegou a uma conclusão semelhante. “Cães, sejam eles jovens ou adultos, são vistos como detentores das mesmas qualidades associadas a bebês humanos. Eles são vistos, ainda, como incapazes de se proteger totalmente”, explicaram, na época, os pesquisadores.  

Via de mão-dupla. Um estudo publicado em julho no periódico Learning & Behavior concluiu que a empatia entre homem e cão é mútua, ou seja, da mesma forma que nos sensibilizamos com o sofrimento do animal, ele sente empatia quando estamos tristes. As cientistas do Macalester College (Estados Unidos) chegaram a este resultado depois de observar como 34 cães reagiam a duas situações: uma pessoa chorando ou cantarolando atrás de uma porta. 

Segundo o estudo, os pets que ouviam o choro foram mais rápidos na hora de abrir a porta, já aqueles que ouviam o cantarolar abriram a porta por motivos não relacionados à empatia, como curiosidade ou desejo de contato social. A equipe ainda ressaltou que, no primeiro grupo, os animais se mostraram mais controlados emocionalmente porque sentiam que a ocasião requeria tal controle. 

Fonte: Veja, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

Seja o primeiro a comentar
Seu comentário foi enviado. Aguarde aprovação.
Erro ao enviar o comentário. Por favor, preencha o captcha e tente novamente.