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FDA explica ligação entre dieta com legumes e Cardiomiopatia Dilatada

Documento aponta causas que podem estar relacionadas ao problema

Depois de um alerta para a influência da alimentação natural, orgânica e sem cereais no desenvolvimento de Cardiomiopatia Dilatada Canina, a Food and Drugs Administration (FDA), dos EUA, publicou um esclarecimento para responder a todas as questões de tutores de animais, mas, também, aos médicos-veterinários, sobre o tema. 

De acordo com a organização norte-americana, depois da publicação do primeiro alerta, a FDA foi “inundada” com e-mails e cartas de pessoas preocupadas com a possível relação entre o consumo de alimentos para cão com lentilhas, ervilhas, sementes ou batata e a Cardiomiopatia Dilatada Canina. 

Segundo as respostas da FDA, antes da emissão da primeira notificação pública, em julho, a instituição recebia denúncias esporádicas de casos, cerca de 30 cães e sete gatos. Alguns dos cães mostraram sinais de doença cardíaca, incluindo diminuição de energia, tosse, dificuldade em respirar e episódios de colapso. “A FDA está, também, consciente de que a comunidade de cardiologia veterinária já recebeu alertas para mais casos, cerca de 150 desde julho de 2018”, divulgaram. 

Sobre as marcas de alimento inclusas no relatório, a entidade divulgou que uma gama de diferentes marcas e fórmulas foram analisadas. Mas, mais do que marcas, contudo, o ponto comum parece ser as leguminosas, as sementes e/ou as batatas como principal ingrediente desses alimentos, segundo a FDA. Isto também inclui proteína, amidos e fibras derivadas destes alimentos, como por exemplo proteína, amido ou fibras de ervilhas. 

Alguns dos casos reportados parecem indicar que os animais não estavam consumindo mais nenhum tipo de alimentos para além destes durante vários meses antes de exibirem os sinais de DCM. 

Nesta fase, não é claro que aspetos destas dietas podem estar relacionados com Cardiomiopatia Dilatada Canina, conforme o documento. A deficiência de taurina está bem documentada como uma potencial causa da doença, mas não é o único caso. A forma como se relacionam os principais ingredientes e a forma como os cães os processam, a fonte desse ingrediente, o seu processamento e a quantidade utilizada, assim como outros fatores, também podem estar em causa. 

Fonte: Veterinária Atual, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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