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Gato de estimação morre com raiva no interior de Minas Gerais

Animal não foi vacinado durante a campanha por não ter a idade necessária

O comportamento estranho de um gato de estimação chamou atenção de uma mulher na zona rural de Itaú de Minas, região Sul do Estado. Em 14 de junho, quando o animal apresentou os primeiros sinais de que algo estava errado, ele se tornou agressivo, salivava em excesso e apresentava dificuldades para se locomover. A tutora levou a uma clínica veterinária e, nos últimos dias de vida, o gato ficou internado. Pouco após sua morte, em 27 de junho, chegou o diagnóstico: raiva. 

Arranhada pelo gato, a mulher precisou receber fortes doses de medicação e está sob cuidados médicos desde então. Seu marido, que teve contato com a saliva do animal doente, também precisou ser submetido à medicação. A Prefeitura do município está acompanhando o caso de perto, já que, há mais de 16 anos, não houve relato de raiva em felinos na cidade. 

A coordenadora do Programa e Saúde da Família e do Pronto Socorro Municipal da cidade, Maria Pimenta de Jesus, conta que as amostras de sangue do animal foram enviadas ao Instituto Mineiro de Agropecuária. “É raríssimo aparecer casos de raiva em gatos. O protocolo pede que todos os animais da região onde o pet morreu sejam presos por 10 dias, para observarmos o comportamento”, relata. 

Além disso, todos os animais da região precisam receber novas doses da vacina contra raiva e, apesar de o caso ter sido muito específico, um cão que vivia na zona rural da cidade também apresentou quadro sintomático semelhante ao da raiva. “Os moradores prenderam o animal para vigiá-lo, mas ele acabou fugindo”, narra Maria. 

Segundo ela, não se sabe como o gato contraiu a doença, mas é de conhecimento da Secretaria de Saúde do município que ele não fora vacinado na campanha do ano passado. “A tutora nos contou que ele ainda não tinha 90 dias quando aconteceu a campanha e animais com menos de três meses não podem receber a dose. Depois que a campanha foi encerrada, ela não procurou a rede privada para vaciná-lo”, revela e destaca que, às vezes, passa despercebida a necessidade da prevenção: “As pessoas acreditam que, por não haver muitos casos da doença, ela foi erradicada”, inclui. 

Fonte: O Tempo, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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