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Hábitos do cão-guia devem ser mantidos durante a quarentena

Ação é importante para a conexão com o tutor, bem-estar e treinamento do animal

A pandemia ocasionada pelo novo coronavírus tem exigido que o comportamento da população seja modificado, principalmente com a necessidade do isolamento social, fazendo com que todos fiquem dentro de suas casas. No entanto, nessa nova rotina é de suma importância que os cães-guias mantenham alguns hábitos para preservar o bem-estar e eficiência do treinamento.

Responsáveis por serem a visão, com a missão de guiar pessoas com deficiência visual, estes cães de serviço são naturalmente mais calmos tanto pelo treinamento recebido, quanto pelas características inatas. De acordo com o zootecnista Alexandre Rossi, profissional da área de Comportamento Animal e integrante da Comissão Técnica de Bem-Estar Animal (CTBEA) do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), por esse fator, o impacto da quarentena para eles pode ser menor do que para os cães de companhia.

No entanto, é de extrema importância que o animal receba comandos para manter a parceria com a pessoa que ele guia. Segundo Rossi, os cães estão sempre aprendendo com estímulos diversos e, se houver descuido na lida com eles, podem ser necessários alguns ajustes no treinamento.

Para os tutores com pouco espaço em casa, a indicação da presidente da CTBEA do CRMV-SP, Cristiane Pizzutto, médica-veterinária cuja atuação tem ênfase em Bem-estar Animal, é acrescentar às dinâmicas algumas rápidas caminhadas pelo condomínio ou pelas ruas mais próximas. Tal ação trata-se de uma necessidade do animal treinado para guiar e, também, de um cuidado com a segurança da pessoa com deficiência visual que se apoia no trabalho desse cão de serviço.

Contudo, as saídas devem respeitar as medidas preventivas contra o coronavírus. Por isso, devem ser escolhidos trechos e horários em que há menor movimentação. “São indispensáveis, ainda, os cuidados com a higiene na volta para casa, com a limpeza das patas e pelos do animal”, comenta Cristiane.

“No que diz respeito à manutenção do treinamento do animal, outra questão importante durante as caminhadas é o rigor contra possíveis abordagens ao cão-guia ou outras interferências”, destaca a médica-veterinária, afirmando, ainda, que as saídas não são passeios, mas trajetos em que o cão deve entender que está desempenhando o serviço de guiar.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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