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Imunoterapia antineoplásica em pets é tema de artigo

Profissionais comentam uso do inibidor de receptores de tirosina-quinase

Sabe-se, há muitos anos, que o sistema imunológico desempenha um papel fundamental no desenvolvimento e no controle dos processos neoplásicos em humanos e animais. Ao longo da história, existem numerosos registros, desde o Egito antigo até o início do século XVIII, na Europa, sobre a remissão de tumores após um episódio infeccioso ou febril. No entanto, os primeiros relatos científicos sobre as tentativas de modulação do sistema imunológico para combate ao câncer só ocorreram na segunda metade do século XVIII, quando a confirmação histológica das características de malignidade das neoformações tornou-se possível. 

Há mais de 135 anos, os médicos alemães Karl David Wilhelm Busch e Friedrich Fehleisen publicaram, de maneira independente, trabalhos sobre a regressão de neoplasias em pacientes com câncer após infecções acidentais por erisipela. Em 1868, Busch foi o primeiro pesquisador a infectar intencionalmente com erisipela um paciente oncológico, observando, após o experimento, a citorredução da massa tumoral. 

Fehleisen repetiu esse tratamento em 1882, com a identificação do Streptococcus pyogenes como o agente causador da erisipela. Em 1891, o cirurgião americano William Bradley Coley, do Serviço de Neoplasias Ósseas do Memorial Hospital em Nova York, observou a remissão de um sarcoma infectado por Streptococcus pyogenes, iniciando um projeto de 43 anos que envolveu a injeção de bactérias inativadas por calor, conhecidas como "toxinas de Coley", em pacientes com tumores inoperáveis. 

Para ler o artigo completo, acesso a revista a edição de dezembro da C&G VF. Clique aqui.

Abaixo, a bibliografia utilizada pelos autores: 

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Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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