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Imunoterapia pode auxiliar na terapêutica da atopia nos pets

O sucesso do tratamento depende de uma boa avaliação do caso

Pode ser bem comum acompanhar um animal durante um tratamento de atopia, em que ele não apresente melhora. Você já experimentou diversos tipos de terapia, mas sem resultado.  Neste instante, você começa a pensar em outras alternativas que podem ajudar o animal e, com certeza, a imunoterapia está entre elas. 

Mas, primeiro, vamos relembrar o que é a imunoterapia. Segundo a médica-veterinária, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Veterinária (SBDV), dermatóloga na empresa Pegderme – Dermatologia de Cães&Gatos, Haila Chagas Peixoto, é a prática de administração de extrato de alérgeno, o qual o animal demonstrou sensibilidade por meio de exames sorológicos, testes intradérmicos e prick test, esse último amplamente utilizado atualmente. 

A médica-veterinária e professora da Faculdade Qualittas, nas turmas de Pós-graduação em Dermatologia em Animas de Companhia e de Clínica Médica e Cirúrgica em Pequenos Animais, atuante, também, como profissional liberal na área de Dermatologia e Alergologia Veterinária, Desydere Pereira, acrescenta que a imunoterapia com alérgenos é um tratamento para dermatite atópica canina, utilizado em todo o mundo, que consiste na aplicação (subcutânea ou sublingual) de doses crescentes de um alérgeno (agente causador da alergia) com a finalidade de aumentar a “resistência” ou criar tolerância no indivíduo a esse alérgeno específico. 

“Não é um tratamento experimental. É um tratamento imunomodulador antígeno-específico com eficácia comprovada. Quando realizado adequadamente é um tratamento seguro”, afirma Desydere. 

Haila Peixoto explica que o protocolo para uso é individualizado, pois cada paciente pode ser sensibilizado a um determinado alérgeno. “É válido ressaltar que os principais alérgenos envolvidos na dermatite atópica canina são ácaros de poeira doméstica e poléns de gramíneas”. 

A médica-veterinária da Clindog Clínica Veterinária mestra em Ciências (Clínica Médica/Dermatologia), pela FMVZ/USP e vice-presidente da SBDV, Simoni Maruyama, reforça que também é um tratamento totalmente individualizado, pois tal “personalização” já tem início na fase de diagnóstico, uma vez que cabe ao médico-veterinário decidir quais componentes alérgicos serão testados. “Por consequência, cada indivíduo reage de um modo, quando submetido a um painel de alérgenos e, concluindo, a interpretação dos resultados e a compatibilidade, entre eles, é determinante para a escolha e êxito do tratamento". 

Clique aqui e leia a reportagem de capa da edição de dezembro da C&G VF. 

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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