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Jejum prolongado pode trazer problemas de saúde aos gatos

Tutor deve insistir para que o pet se alimente todos os dias, mesmo os mais exigentes

Alguns gatos são bem exigentes e podem dar trabalho na hora de comer, mas é muito importante não os deixar sem se alimentar por muito tempo, pois o jejum prolongado é prejudicial à saúde dos bichanos.

Conforme explica o médico veterinário supervisor de Capacitação Técnico-Científica da PremieRpet, Flavio Silva, este é um ponto de atenção com os gatos em particular, porque o jejum por um período longo, que ultrapasse um ou dois dias (o tempo varia de indivíduo para indivíduo), pode desencadear um processo denominado lipidose hepática. Trata-se de uma degeneração gordurosa do fígado, capaz de evoluir para a morte no animal”, revela.

Para evitar esse quadro, é importante manter uma rotina de alimentação saudável. Aos gatos de apetite caprichoso, é indicado oferecer um alimento de alta qualidade que seja palatável e ter paciência para condicionar o pet. “O que não pode ser feito é adotar uma conduta excessivamente severa e deixar o animal sem comer na tentativa de que, após dias de jejum, ele acabe cedendo e coma o que tem disponível no potinho”, orienta o veterinário da PremieRpet.

O profissional pincelou algumas dicas para lidar com os bichanos exigentes na hora de comer. Uma delas é oferecer um alimento palatável. O sabor atraente para o bichano pode ser encontrado em produtos de alta qualidade e alto nível de aproveitamento, que são formulados com proteínas, gorduras e demais nutrientes provenientes de fontes nobres. “Ou seja, são alimentos que fazem bem para a saúde e ainda agradam bastante o paladar do gato”, comenta.

O veterinário destaca que é preciso observar outros fatores que influenciam a ingestão do alimento, como textura e tamanho dos grãos. “Tudo tem que estar de acordo com as necessidades do bichano. Deve-se oferecer sempre um alimento de alta qualidade e próprio para a sua condição (considerando faixa etária, se é castrado ou não e se tem pelos longos, por exemplo)”, salienta.

Se for oferecer um novo alimento ao gato, Silva orienta fazer a troca gradual, seguindo a recomendação do fabricante, pois a mudança repentina pode causar transtornos digestivos e dificultar a aceitação do novo produto. “Outro ponto é que tanto os adultos quanto os filhotes, devem receber a quantidade de alimento recomendada pelo veterinário ou, também, pelo fabricante”, menciona.

É possível, de acordo com o veterinário, deixar a quantidade diária recomendada disponível para que o pet estabeleça o número de refeições adequado às suas necessidades. Dessa forma, o número de refeições poderá ser determinado pelo animal, mas a quantidade ofertada/dia será controlada pelo tutor. “Gatos são mais receptivos aos alimentos quando oferecidos em ambiente adequado e familiar. Por isso, é bom estar atento para manter um local fixo e nunca colocar a vasilha de comida perto da caixinha de areia onde ele faz suas necessidades, pois isso prejudica a aceitação”, ensina.

O profissional lembra que gatos são animais de hábitos noturnos e muitos podem querer comer ao longo da noite. Assim, é essencial ficar atento, pois há possibilidade de ter de deixar o alimento disponível durante a madrugada. “Também, se possível, é interessante acostumar o pet a ser alimentado por diferentes pessoas, para evitar que ele fique sem comer na ausência do tutor”, adiciona.

Por fim, Silva declara que, ao oferecer um alimento úmido como petisco, é possível misturá-lo ao alimento seco ou ofertar em um recipiente separado. Porém, o alimento úmido não deve ficar exposto por mais de 30 minutos. “Sobras devem ser descartadas e o comedouro higienizado com água e sabão. Lembre-se: um gato bem alimentado é um gato mais saudável e feliz”, finaliza.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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