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Leoa tem garras retiradas para que visitantes de zoo possam acariciá-la

Ação tem repercutido como uma forma de crueldade contra a espécie

Uma leoa no zoológico de Gaza, Palestina, teve suas garras amputadas para que não oferecesse risco aos visitantes. No local, o público pode passar a mão no animal e as garras estavam se tornando uma “ameaça”, de acordo com o médico-veterinário responsável pelo procedimento. O método de entretenimento, no entanto, gerou incômodo a muitos ambientalistas.

Fayyaz al-Haddad, responsável pelo procedimento, conta que as garras foram cortadas para que não crescessem rapidamente e visitantes e crianças pudessem brincar com ela. O proprietário do parque, Mohammed Jumaa, confirmou o plano, dizendo que a decisão de desmembrar o animal foi tomada na tentativa de reduzir a agressividade do bicho para que “seja mais amigável com os visitantes”.

Alguns representantes da Four Paws, entidade protetora de animais, ressaltaram que a retirada das garras de grandes felinos é um ato cruel. “Isso causa danos duradouros. Já que o comportamento natural, como pegar comida ou escalar, é quase impossível sem as garras”, comentam em entrevista a um jornal local.

A entidade também relatou que outros casos já foram motivo de denúncia. “Nós fortemente exigimos o fechamento deste zoológico, onde mais de 40 animais estão sendo mantidos em condições horríveis", disse a Four Paws.

Em 2015, segundo a entidade, o proprietário do zoológico teria vendido dois filhotes de leão, para um morador local que deu os animais de presente para seus netos. No início do ano, quatro filhotes de leão morreram e o coproprietário do zoológico culpou o frio.

Fonte: Revista Galileu, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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