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Licença para tutores que sofrem com falecimento de pet ainda gera debate

Profissional de RH acredita que compaixão é necessária nesses momentos

A proximidade dos tutores com seus pets se assemelha com de muitos familiares, mas o que acontece na ausência deles? No caso dos parentes, a lei assegura que o pessoa tenha alguns dias de luto fora do ambiente de trabalho, já no caso dos animais, isso, ainda, não é garantido.

Entretanto existem casos onde os gestores concedem esse direito ao funcionário, como ocorreu com uma britânica quando seu cão, Golias, morreu.  Katie Adkins, teve dois dias concedidos pela empresa onde trabalha. Sua chefe, segundo ela, foi muito simpática. Ela me disse para não me preocupar com nada relacionado ao trabalho e levar o tempo que precisasse para me recuperar.

"Golias foi o primeiro cachorro que realmente chamei de meu. Ele passou por muita coisa comigo: amigos, colegas de quarto, mudanças. Por exemplo, estava comigo quando comprei minha primeira casa", afirma a jovem.

A GfK, uma empresa de pesquisa de mercado da Alemanha, afirma que mais da metade das pessoas no mundo tinha pelo menos um tipo de animal de estimação, como cachorro, gato, peixe ou pássaro.

"Nos últimos cinco a dez anos, houve uma proliferação de (animais de estimação), mudando a forma como nos relacionamos com eles", diz o especialista em recrutamento da Sociedade Americana para Gestão de Recursos Humanos, Dan Ryan.

O profissional salienta que os procedimentos se tornaram cada vez mais populares para animais de estimação, como quimioterapia, antidepressivos e cirurgias de substituição de articulações.

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Abuso da concessão de folga em falecimento de pets é
um dos motivos para que empresas temam
adotar a medida (Foto: reprodução)

Já os profissionais ligadas à área de Recursos Humanos ponderam sobre o tema. "Minha reação imediata, do ponto de vista do RH, seria não", opina a diretora do programa de comunicação gerencial da Universidade de Nova York, Susan Stehlik.

A profissional diz acreditar que gestores precisam mostrar compaixão: "Você tem que entender que as pessoas demonstram afeto de forma diferente. No dia em que seu chefe não se mostra solidário a sua dor, você percebe que está um ambiente de trabalho hostil", pontua.

A improdutividade pode ser uma das consequências de se negar a folga, segundo o professor de psicologia organizacional da Universidade de Manchester, no Reino Unido, Cary Cooper. "Sem poder lamentar a morte do animal de estimação, o funcionário está presente fisicamente, mas não traz nenhum valor agregado para a empresa", diz.

Um ponto que impede essa adoção de medida, segundo Cooper, seria a má fé das pessoas. Para o profissional é necessário que de alguma forma o funcionário consiga provar o falecimento. "Há um contrato psicológico entre empregado e empregador. Os funcionários têm que honrar sua parte do contrato, ou seja, entregar valor agregado", afirma.

Fonte: BBC, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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