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Médico-veterinário comenta a importância da Clínica Cat-Friendly

Os gatos crescem entre os pets e os clínicos devem acompanhar essa evolução

“Por que escolhemos ser veterinário?”, indaga o médico-veterinário Pedro Horta. Segundo ele, além do óbvio amor pelos animais, existem muitas outras coisas envolvidas. O interesse pela ciência, pela biologia e medicina, poder ajudar os cuidadores e seus animais, o prazer de diagnosticar e praticar a clínica médica, conviver e acompanhar os pacientes. Mas também faz parte do emprego deste profissional, o que os mantem ativos, realizados e inseridos na sociedade. “E nosso meio de vida, de onde temos a remuneração para nossas vidas (e de outros profissionais também, pense em quantas pessoas trabalham com você)”, comenta. 

Para todas essas coisas acontecerem (trabalhar, melhorar a qualidade de vida dos nossos pacientes e aumentar nossa remuneração), Horta destaca que é essencial atender os animais. “E nesse contexto que enfrentamos uma dificuldade: o gato”, adiciona. 

Os cuidados e necessidades dos felinos, conforme discorre o veterinário, se adaptaram melhor ao estilo de vida atual das pessoas, onde têm cada vez menos tempo livre, ficam longos períodos fora de casa e vivem em residências cada vez menores. “Não é de estranhar que o número de gatos no mundo todo (inclusive no Brasil) tem crescido mais que os de outros animais de estimação. Em diversos países já é o animal mais comum nas casas, superando o número de cães. Os gatos são os animais de estimação de um futuro próximo, portanto nosso principal paciente”, destaca. 

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Acompanhamento veterinário permite perceber
pequenas variações que passariam despercebidas
(Foto: reprodução)

Mesmo assim, o atendimento veterinário de gatos não tem crescido da mesma forma, de acordo com Horta, já que, ainda, os cães são os principais pacientes. “As pesquisas mostram que o atendimento de felinos nem acompanha o ritmo de crescimento da população de gatos nas casas. Conclui-se que muitos felinos estão sem atendimento veterinário. Isso é ruim para os cuidadores (que não recebem as melhores orientações para seu animal), para os gatos (que não tem os melhores cuidados e não recebem os melhores tratamentos de forma precoce) e para os veterinários (que não exercem o melhor da medicina). Sem contar com o fator financeiro, por perdemos uma grande parte de potenciais clientes”, argumenta. 

Atender mais gatos será benéfico para todos. Por isso, na visão de Horta, a importância de campanhas no mundo inteiro para conscientizar a população sobre isso. “Sabemos da importância de avaliações de check-up seriados. Assim como na medicina humana, onde consultas de rotina e exames periódicos são usuais, há evidências que isso aumenta a qualidade e o tempo de vida de nossos pacientes também”, frisa. O acompanhamento permite perceber pequenas variações que, muitas vezes, passariam despercebidas em uma consulta isolada, como variações de peso ou pelame. “Também permite avaliar a evolução de resultados de exames seriados - melhor que comparar os resultados com valores padrão é comparar com os resultados do mesmo animal, evoluindo no tempo. Isso permite o diagnóstico precoce e mais preciso de diversas alterações. E em gatos, que costumam ter sintomas mais discretos de doenças e temos um pouco mais de dificuldade de interpretar algumas alterações em casa, essas avaliações se tornam mais importantes ainda”, expõe. 

Experiência positiva. Para que tutores e gatos tenham uma melhor experiência na próxima consulta à sua clínica a Royal Canin e o Pedro Horta sugerem que os médicos-veterinários se atentem a alguns pontos, como criar um espaço reservado para a espécie, conectar um difusor para liberação de feromônio, ter revistas específicas para tutores de gatos, treinar a equipe para lidar com felinos e ter uma mesa de apoio ao lado da recepção, para que o proprietário coloque a caixa do gato ao ser atendido.

Em caso de internação, Horta orienta: “É preciso controlar o som e os odores, fazer o enriquecimento ambiental com utensílios que o gato já conhece, manter a rotina para alimentação, medicação, exames físicos e laboratoriais. Rotina de períodos de luz e escuro também são importantes. 

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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