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MEC aprova novas Diretrizes Curriculares do curso de Veterinária

Principal alteração é o estágio: os alunos terão, no máximo, 10% de teoria

Após quatro anos de trabalho e articulação do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), o Ministério da Educação (MEC) homologa as novas Diretrizes Curriculares nacionais (DCN’s) do curso de graduação de Medicina Veterinária. As Instituições de Ensino Superior (IES) têm dois anos para se adaptar às novas exigências. 

Uma das principais alterações é o estágio em formação em serviço, que exige trabalho prático dos estudantes nos últimos dois semestres do curso. “No final do curso, os alunos terão, no máximo, 10% de teoria, sendo todo o resto voltado para formação em serviço, atuando com a presença permanente do professor em diferentes áreas da profissão”, explica o presidente da Comissão Nacional de Educação em Medicina Veterinária (CNEMV/CFMV), Rafael Mondadori. 

Dentre os avanços, o professor Mondadori afirma que está claro que a atividade prática é indispensável com a presença de animais, ou seja, os cursos têm de ter casuística adequada para aprendizagem. Também reforça a utilização de metodologias ativas durante a formação, com a existência de programa permanente de avaliação e formação do corpo docente das IES, além de regulamentar o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e destacar a relevância estágios curriculares e atividades complementares. 

As Diretrizes ainda definem que as instituições tenham de ofertar serviço médico-veterinário, tendo de tratar do planejamento, da avaliação, da participação e do gerenciamento da estrutura. Elas devem ter hospital ou clínica veterinária próprios para animais de produção e de companhia. “Com a fiscalização adequada, só poderá manter funcionamento a instituição com estrutura apropriada para formação profissional”, avalia Mondadori. 

Também ficou clara nas DNC’s, segundo o professor, as questões de Saúde Única, de sustentabilidade econômica, social e ambiental e da importância do bem-estar animal. “Inclusive, deixa bastante objetivo que temas como meio ambiente, bem-estar animal, legislação e ética devem ser abordados de forma transversal e não serem tratados em disciplinas específicas”, diz. 

De acordo com o presidente da CNEMV, não houve mudanças sobre as competências e habilidades gerais relacionadas às questões humanísticas, pois já era algo moderno. Por outro lado, as DCN’s destacaram a importância das doenças emergentes e reemergentes e, ainda, orienta as instituições dizendo quais são os tópicos que devem constar no projeto pedagógico, com ênfase para pesquisa e iniciação científica. 

Fonte: CFMV, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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