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Novo tutor deve seguir alguns passos da adoção consciente de animais

Local de adoção, estado de saúde dos pets e adaptação são pontos cruciais

A adoção sempre foi considerada uma atitude de amor e, nos últimos anos, tem sido defendida como alternativa saudável e legal contra a exploração comercial de animais, especialmente cães e gatos. No entanto, há três passos cruciais que toda pessoa deve tomar para que sua adoção seja consciente e benéfica para todos os lados, conforme lembra o médico-veterinário que integra o corpo docente do curso de Medicina Veterinária, da Unopar de Arapongas, Luiz Carlos Negri Filho. 

O primeiro deles é o local da adoção: “Muitas pessoas costumam adotar animais abandonados que encontram nas ruas, outras preferem procurar um local específico para fazer a adoção. Para quem estiver disposto, a dica é procurar um Centro de Reprodução Legalizado, se houver interesse em uma raça específica. Também vale procurar ONG’s ou Centros de Controle de Zoonoses presentes na maioria das cidades. São alternativas seguras para adotar com mais segurança, pois as instituições mantêm o histórico e preservam a saúde do animal”, avalia. 

O segundo passo é estar atento ao estado de saúde do animal: “Tanto os centros de reprodução, quanto as ONG’s e os centros de controle de zoonoses têm o hábito de disponibilizar para adoção apenas animais saudáveis e muitos destes lugares possuem um veterinário com quem é possível se certificar do estado de saúde. Porém, se o futuro tutor também tem um profissional de sua confiança, a recomendação é levá-lo para um check-up geral”, orienta. 

Em caso de animais recolhidos da rua, Negri Filho afirma que a consulta com o veterinário é indispensável, porque o risco de enfermidade é maior. “Nestas situações, o novo tutor precisa reconhecer a maneira mais adequada para promover o cuidado. Animais que apresentam deficiências ou doenças crônicas exigirão cuidados especiais para toda a vida. Animais que estejam doentes precisarão de tratamento por tempo específico”, adiciona. 

Por fim, o terceiro passo engloba a adaptação em casa: “Todo animal precisa de um tempo de adaptação, afinal é necessário que ele perceba que está em um novo lar. Pets que já foram vítimas de maus-tratos, por exemplo, costumam carregar traumas e exigem maior paciência para que se sintam mais seguros”, destaca. 

Um bom momento para iniciar essa conexão é o primeiro banho do animal, recomendado após o período de adaptação, cerca de 15 dias depois. “É uma ótima hora para observar a personalidade do animal. Caso seja necessário um banho logo na chegada, a recomendação é levar o animal a um petshop de confiança. Não há uma fórmula mágica para uma boa convivência entre o animal e seu novo tutor. Desde que todos os passos tenham sido tomados e o proprietário saiba lidar com amor e paciência, a convivência tende a ser o mais agradável possível”, finaliza. 

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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