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Obesidade é o principal fator de desenvolvimento de diabete em gatos

Os sinais clínicos são poliúria, polidipsia, polifagia e emagrecimento

Gatos obesos apresentam um risco quatro vezes maior de desenvolver Diabetes Mellitus (DM) quando comparados a gatos com o peso ideal. Segundo a American Diabetes Association, a doença inclui um conjunto de transtornos metabólicos de diferentes etiologias, caracterizados por hiperglicemia crônica resultante da diminuição da sensibilidade dos tecidos à ação da insulina e/ou da deficiência de sua secreção. 

De acordo com a médica-veterinária, mestre em Ciências Humanas, sócia fundadora da Associação Brasileira de Endocrinologia Veterinária (ABEV) e sócia fundadora da Endocrinovet, Alessandra Martins Vargas, a obesidade promove o aumento na produção de citocinas pró-inflamatórias pelo tecido adiposo (como por exemplo, interleucinas e fator de necrose tumoral), as quais inibem a ação da insulina. Propicia, também, a redução de citocinas que melhoram a sensibilidade à ação da insulina, como a adiponectina. 

Segundo a profissional, uma vez que a insulina tem sua ação inibida, ocorrerá um mecanismo compensatório para tentar manter a normoglicemia: “As células B pancreáticas (células produtoras de insulina) irão aumentar a secreção de insulina, porém, junto com a insulina há uma co-secreção de amilina. Desta forma, quanto maior a produção de insulina, maior será a produção de amilina. O aumento na produção de amilina levará à amiloidose pancreática e consequente apoptose (=morte celular) das células B.  Com redução no número de células B tem-se a redução na produção de insulina e consequente hiperglicemia persistente, o que chamamos de diabetes mellitus”, explica Alessandra. 

Considerando que a ocorrência do DM está relacionada diretamente à obesidade, na visão da veterinária, torna-se fundamental diagnosticar precocemente o ganho de peso do paciente felino. “Para isso, deve-se realizar, durante as avaliações periódicas do médico-veterinário, adequada anamnese nutricional, para acompanhar o peso, o escore de condição corporal e o escore de massa muscular do paciente, bem como proceder à correta prescrição nutricional (tipo de alimento e quantidade)”, diz. 

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Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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