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Orientador e aluno devem buscar juntos o melhor caminho para pesquisa

Troca de experiências pode beneficiar os achados na Medicina Veterinária

De acordo com o relatório desenvolvido pela Claravite Analytics, a pedidos da Capes, entre os anos de 2011 e 2016, o Brasil publicou mais de 250 mil artigos na base de dados Web of Science, alcançando o 13° lugar, entre os 190 países, na produção científica global, com mais de 95% das publicações se referindo às universidades públicas, federais e estaduais.

Na área da pesquisa científica dentro da Medicina Veterinária, a ascensão desse número tem como fonte uma questão muito importante, a preocupação em praticar a troca entre professores e alunos perante suas experiências em busca de avanços na área.

Para a professora e orientadora da Universidade Federal de Lavras (UFLA – MG), Joziana Muniz de Paiva Barçante, a conexão com seus alunos funciona como uma nova oportunidade de ensinar e de aprender.  “Eles possuem a força da juventude, a vontade de vencer e de fazer a diferença. Isso me motiva”, comenta.

A orientadora ainda levanta que a pesquisa é um estudo sistematizado, com aplicações técnicas e abordagens metodológicas e o seu potencial é de gerar evidências que possam subsidiar a tomada de decisões e gerar produtos que possam ser aplicados para a melhoria da qualidade de vida de uma população, e a união entre os orientadores e alunos impulsionam essas novas descobertas.

Como no caso da mestra em Ciências da Saúde pela UFLA, Carolina Novato Gondim, que foi uma das orientadas de Joziana. Sua linha de pesquisa, em epidemiologia de doenças infecciosas e parasitárias, foi concluída em maio de 2019 e estudou uma zoonose negligenciada, a leishmaniose visceral.

Desenvolvido desde 2017, o projeto de pesquisa teve como objetivo avaliar o desempenho de diferentes metodologias utilizadas no diagnóstico laboratorial da doença, e atualmente os resultados obtidos com a pesquisa foram repassados aos órgãos responsáveis, com a intenção de que a Universidade possa contribuir para elaboração de melhorias nas estratégias de ações.

Portanto, a pesquisa científica demanda de total atenção, com uma rotina integral, onde as universidades precisam oferecer uma estrutura que comporte tudo que está sendo estudado. Mesmo que o cenário atual brasileiro venha passando por dificuldades, até pela pouca valorização de seus pesquisadores, a união entre as duas visões continuará impulsionando novas descobertas.

Leia a reportagem na íntegra da edição de agosto . Clique aqui

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD.  

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